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Bancos puxam queda de 2,68% registrada pelo Ibovespa

SÃO PAULO - A semana começou de forma negativa para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com o setor financeiro puxando as perdas, o Ibovespa fechou a segunda-feira com perda de 2,68%, aos 38.

Valor Online |

320 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,16 bilhões, sendo R$ 1,54 bilhão referentes ao vencimento de opções sobre ações.

O índice chegou a subir 0,9%, mas o pessimismo externo acabou preponderando sobre a valorização das ações relacionadas às commodities.

Segundo o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, a reversão na tendência de alta no preço do petróleo tirou fôlego das ações da Petrobras, que vinham sustentando os ganhos do índice.

A cotação do WTI voltou para baixo dos US$ 45 o barril, reduzindo o ritmo de valorização da ação PN da Petrobras, que chegou a subir quase 6%, antes de fechar negociada a R$ 22,90, ainda assim com ganho de 1,32%. Revertendo a valorização observada durante o dia, Vale PNA caiu 1,31%, para R$ 24,72.

Em Wall Street, por volta das 18 horas, o Dow Jones apresentava queda de 1,31%, enquanto o Nasdaq recuava 2,43%. Os investidores atuam na ponta vendedora, aguardando uma resolução da Casa Branca sobre a ajuda financeira às montadoras.

Atenção também para as perdas relacionadas à fraude da empresa de investimento do ex-presidente da Nasdaq Bernard Madoff. O esquema de Madoff, que administrava recursos de terceiros, consistia em uma espécie de pirâmide financeira, que envolvia grandes rentabilidades para os investidores antigos, pagas com o dinheiro dos investidores mais novos. Santander, Royal Bank of Scotland, BNP Paribas estão entre os afetados. O valor estimado do golpe é de até US$ 50 bilhões.

De volta ao mercado interno, Bandeira também credita parte da instabilidade do dia ao vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 1,54 bilhão, sendo R$ 840,377 milhões em opções de compra e R$ 707,418 milhões em opções de venda. Depois do exercício, sempre ocorrem ajustes de posição.

Além disso, o diretor aponta que havia espaço para uma realização de lucros de curto prazo depois do ganho de 11% acumulado pelo Ibovespa durante a semana passada.

À parte do dia-a-dia, Bandeira aponta que é perceptível uma melhora de humor no mercado brasileiro, com mais investidores estrangeiros e institucionais voltando ao pregão. "Tal melhora de sentimento pode se fazer presente até o encerramento do ano, mas o mercado segue de volatilidade."
No âmbito corporativo, os bancos puxaram as perdas, alinhados com seus pares internacionais. Bradesco PN recuou 3,94%, para R$ 24,35, Itaú PN caiu 6,66%, para R$ 28,00, e as units do Unibanco se desvalorizavam 7,67%, negociadas a R$ 15,51. Com terceiro maior volume do dia, BM & FBovespa ON perdeu 7,22%, para R$ 5,52.

Na ponta compradora, destaque para as ações PN da Telemar, que ganharam 3,63%, para R$ 35,60. Telemar Norte Leste PNA subiu 2,52%, a R$ 61,00, e Braskem PNA teve valorização de 2,32%, para R$ 5,73.

Queda acentuada para a ação PN da TIM, que caiu 12,66%, para R$ 3,93. Além de relatórios negativos sobre o setor, notícias indicando alteração na gerência da companhia também pesaram sobre o papel.

As varejistas, que foram destaque de alta na semana passada, passaram por correção de preços. B2W Varejo fechou com baixa de 9,21%, a R$ 25,60, e Lojas Americanas PN teve desvalorização de 8,70%, para R$ 6,50. Queda acentuada também para o papel PN da TAM, que recuou 9,63%, encerrando a R$ 19,61. Net PN e Gol PN perderam mais de 7% cada.

Fora do índice, a ação ON da General Shopping desabou 20,96%, para R$ 2,30. E os ativos ONs da BR Brokers e Trisul perderam mais de 10% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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