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Bancos puxam forte baixa das bolsas européias

As principais bolsas européias fecharam em baixa acentuada, pressionadas pelas preocupações relacionadas ao setor financeiro. As ações do belgo-holandês Fortis lideraram as perdas entre as instituições bancárias, com uma queda de 11,24%.

Agência Estado |

As ações do setor financeiro orientaram os índices das bolsas em baixa quando o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, sinalizou, em depoimento ao Comitê de Bancos do Senado, a continuidade dos riscos para a economia dos EUA e expectativas de inflação. Os comentários de Bernanke colocaram crescente pressão sobre as ações européias após uma série de leituras econômicas desanimadoras, incluindo o índice Zew de sentimento entre analistas financeiros e investidores institucionais na Alemanha, que caiu para -63,9 em julho, seu nível mais baixo, de -52,4 na medição anterior.

A perspectiva cada vez mais deprimente está gerando preocupações de que a zona do euro pode entrar em uma recessão. O economista Luigi Speranza, do BNP Paribas, disse que: "Os indicadores antecedentes apontam para notícias muito piores no futuro no lado industrial da economia da zona do euro, incluindo mais recentemente na Alemanha. Como conseqüência, o risco de uma recessão está aumentando e, diferentemente dos declínios anteriores, a política monetária não virá para o socorro".

Em Londres, o índice FT-100 caiu 2,42% e fechou com 5.171,9 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 1,96% e fechou com 4.061,15 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax caiu 1,91% e fechou com 6.081,70 pontos.

As ações da Fortis despencaram depois que a companhia de serviços financeiros belgo-holandesa foi forçada a negar que está sendo investigada pelo órgão regulador dos mercados financeiros da Holanda. O Fortis também negou especulações de que os clientes tinham começado a sacar seus depósitos do banco. Contudo, o órgão regulador dos mercados holandeses confirmou que está investigando o plano de solvência de 8,3 bilhões de euros do Fortis. Ao longo do último ano, as ações do Fortis acumulam uma queda de 55,4%. Na sexta-feira, o executivo-chefe do Fortis Jean-Paul Votron renunciou ao cargo.

As ações do setor bancário não encontraram consolo hoje. Bernanke até mesmo declarou que "todos os bancos estão sendo desafiados" no ambiente atual. As ações dos bancos caíram para os menores níveis em cinco anos, incluindo o Deutsche Bank, que fechou em baixa de 4,37%. Em Londres, as ações do Royal Bank of Scotland declinaram 7,06% e fecharam a 167,30 pences, abaixo do preço de emissão e menor nível em mais de uma década.

O setor de construção civil da Espanha também está sentindo os efeitos da desaceleração econômica e da forte contração do mercado de moradia doméstico. A companhia do setor imobiliário Martinsa-Fadesa se tornou a última vítima da crise do setor de moradia do país ao pedir concordata. A sua dívida no mercado, que soma 5,2 bilhões de euros, é a maior entre as empresas espanholas.

Na Itália, as ações da Parmalat despencaram 7,81% depois que a companhia de laticínios atribuiu parte de seu alerta de lucro, emitido na noite de segunda-feira, a "grande desaceleração" da economia do país. A Parmalat informou que espera um lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização menor em cerca de 5% em 2008.

Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 2,54% e fechou com 27.044 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 recuou 2,55% e fechou com 11.151,60 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 3,77% e fechou com 8.011,54 pontos. As informações são da Dow Jones.

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