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Bancos podem herdar dívidas bilionárias com derivativos de câmbio

O Banco Central está fiscalizando todos os bancos que fizeram operações com derivativos de câmbio para medir o tamanho do estrago na economia. Há risco de quebra de empresas e que o prejuízo bilionário tenha de ser assumido pelos bancos.

Agência Estado |

Os contratos previam empréstimos a baixo custo em troca de se assumir o risco de pagar um prêmio alto caso o dólar subisse. Banqueiros dizem que quando o dólar chega a patamares como o de ontem, a R$ 2,38, o contrato multiplica as perdas em escala exponencial, criando dívidas bilionárias impagáveis.

Fiscalizar banco por banco é a única maneira de o governo ter noção da extensão do prejuízo. Como esses contratos eram negociados entre empresas e bancos, sem registro oficial, não há estatística consolidada dos prejuízos.

O que empresários e banqueiros dizem é que esses eram produtos da moda no mercado financeiro. Calcula-se que entre 10 e 15 bancos espalharam os contratos de derivativos de câmbio não só entre exportadores, mas em empresas em geral. O governo já falou em 200 empresas penduradas em prejuízos, mas ninguém tem certeza do número.

O que se sabe é que as empresas e bancos estão tentando negociar e, ao mesmo tempo, procuram os escritórios de advocacia para preparar uma guerra judicial. Empresas querem obrigar os bancos a abater a dívidas, mas os bancos dizem que foram meros intermediários entre duas apostas.

Enquanto os bancos vendiam uma aposta na valorização do real para as empresas, ofereciam a investidores no mercado financeiro contratos na direção oposta, apostando na alta do dólar. Os ganhos dos bancos vinham das comissões pelas duas operações.

Na prática, porém, os bancos são garantidores do negócio. Se o perdedor da aposta não pagar o banco, ainda assim o banco tem de pagar o vencedor. Por isso, cada vez que o dólar dispara os bancos temem pelas perdas bilionárias que podem herdar das empresas inadimplentes.

A situação fica evidente nos casos mais conhecidos como o da Aracruz e da Sadia. As duas empresas estão tentando renegociar as dívidas com os bancos. Estão sendo procurados bancos como o Deutsche, o Merrill Lynch e o Barclays.

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