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Bancos da Grécia teriam sofrido uma fuga em massa de capitais nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, durante o auge da crise de credibilidade pela qual passam as finanças públicas do país. No intervalo de dois meses, cerca de ¿ 8 bilhões em depósitos teriam deixado os bancos nacionais em direção a instituições europeias consideradas "mais seguras", como o banco britânico HSBC e o francês Société Générale.

Bancos da Grécia teriam sofrido uma fuga em massa de capitais nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, durante o auge da crise de credibilidade pela qual passam as finanças públicas do país. No intervalo de dois meses, cerca de ¿ 8 bilhões em depósitos teriam deixado os bancos nacionais em direção a instituições europeias consideradas "mais seguras", como o banco britânico HSBC e o francês Société Générale. A informação reaviva o temor de que o sistema financeiro grego possa não resistir às pressões do mercado internacional e o país sofra consequências mais sérias ainda do que a grave crise em que já está mergulhado. A informação foi publicada a partir de informações atribuídas ao Banco Central da Grécia e a fontes anônimas pelo jornal britânico Telegraph, e não puderam ser confirmadas ontem pela reportagem do Estado, nem com o banco francês, nem com fontes do mercado financeiro. Segundo o periódico britânico, mais de ¿ 3 bilhões teriam sido retirados de bancos gregos em janeiro, e outros ¿ 5 bilhões, em fevereiro. A reportagem não cita quais instituições gregas teriam sido mais prejudicadas, mas aponta HSBC e Société Générale - dois bancos muito presentes no mercado local - como os maiores beneficiários. Do capital que partiu ao exterior, instituições da Suíça, do Reino Unido e de Chipre teriam sido mais procuradas. Segundo o texto, banqueiros gregos estão preocupados com a fuga de capital. "Os próprios bancos estão preocupados porque não conseguem obter recursos em outros lugares no momento", afirmou John Raymond, analista da consultoria CreditSights. Incertezas. Ontem, o mercado financeiro europeu voltou a reagir de forma negativa com as incertezas sobre a capacidade da Grécia de honrar suas dívidas, que representaram, em dezembro de 2009, 113% do Produto Interno Bruto (PIB). O euro voltou a cair frente ao dólar, chegando a US$ 1,3371 por volta das 19h45min, horário de Paris, 14h45min de Brasília. Na segunda-feira, a moeda europeia valia US$ 1,3485. A nova instabilidade foi causada por rumores de que a Grécia estaria tentando evitar um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objetivo de fugir de suas exigências. Em resposta, o ministro de Finanças da Grécia, Georges Papaconstantinou, garantiu que o país honrará seus débitos e não tentará alterar as regras do acordo obtido pela União europeia, há 10 dias. Necessidades. A Grécia disse ter coberto todas as suas necessidades de financiamento de abril e afirmou que não pode tomar empréstimos nos atuais juros por muito tempo, segundo o ministro das Finanças. "Os juros estão muito altos e claramente não podemos continuar assim por muito tempo", afirmou George Papaconstantinou à televisão Mega.
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