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Bancos ofuscam entusiasmo com Obama; Bolsas caem

As Bolsas de Nova York abriram o pregão de hoje em baixa, depois de um final de semana prolongado, com o entusiasmo em torno da posse de Barack Obama sendo ofuscado pela preocupações com a saúde do setor financeiro. Às 12h35 (de Brasília), o índice Dow Jones registrava queda de 0,52% a 8.

Agência Estado |

237 pontos, o Nasdaq recuava 0,66% a 1.519 pontos e o S&P 500 cedia 0,84% a 842 pontos.

Ontem, enquanto os mercados de ações de Wall Street estavam fechados em respeito ao feriado de Martin Luther King Jr., o setor bancário pesou sobre as bolsas da Europa, puxado pelo alerta do Royal Bank of Scotland (RBS) de que poderá registrar prejuízo US$ 42 bilhões em 2008. Se a previsão se confirmar, esse será o maior prejuízo já anunciado por uma empresa britânica. O governo do Reino Unido elevou sua fatia no RBS de 58% para 70% e há crescentes rumores de que o banco seja inteiramente nacionalizado.

Os ADRs do RBS despencavam 66% no pré-mercado em Nova York hoje. "O problema de os governos aumentarem suas participações em alguns bancos selecionados é que o mercado passa a especular que as barreiras contra mais estatização serão reduzidas", disse o estrategista Jim Reid, do Deutsche Bank.

Os problemas, no entanto, não se limitam aos bancos europeus. Hoje, nos EUA, o Regions Financial informou que obteve prejuízo de US$ 6,2 bilhões no quarto trimestre do ano passado, enquanto o State Street registrou queda de mais de 70% do lucro entre o quarto trimestre de 2007 e igual intervalo de 2008. As ações do Regions Finance perdiam 18%, e as do State Street, 36%. Bancos maiores também recuavam, como o JPMorgan (-6,75%).

Bank of America cedia 11%, em meio à expectativa de que irá cortar milhares de empregos em suas operações de mercados de capitais a partir desta semana, informou o Financial Times citando executivos próximos do assunto. O BofA não comentou o assunto, apenas destacou que já havia anunciado em dezembro que esperava cortar até 35 mil posições nos próximos anos.

Fora do setor financeiro, o destaque é Johnson & Johnson, cujos papéis caíam 1,5% no pré-mercado. Embora o grupo tenha anunciado aumento de 14% de seu lucro no quarto trimestre do ano passado em comparação com igual período do ano anterior, para US$ 2,71 bilhões (US$ 0,97 por ação), suas previsões ficaram abaixo das estimativas de Wall Street. IBM, que recuava 0,97%, deve anunciar seus resultados após o fechamento. ConocoPhillips caía 3,8%, após aprovar um plano de gastos menores com investimentos em 2009. A petrolífera disse ainda que vai cortar cerca de 4% de sua força de trabalho e registrar encargos de US$ 25,4 bilhões em meio à queda dos preços das commodities e dos mercados mundiais. As informações são da Dow Jones.

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