Apesar de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter dito que a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) iria levar a uma redução de quatro pontos porcentuais no spread bancário - a diferença entre o custo de captação das instituições e os juros finais cobrados do consumidor -, os principais bancos públicos federais, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal - não anunciaram cortes nos spreads do tamanho previsto pelo ministro. E Mantega disse que essa redução seria imediata no caso dos bancos públicos.

O Banco do Brasil disse por meio de sua assessoria que já está repassando integralmente a redução do IOF de 3,38% para 1,88% ao ano nas operações de crédito com seus clientes. A instituição trabalhou para deixar seus sistemas prontos para que o repasse fosse feito já no primeiro dia de vigência da medida. Mas o banco federal não anunciou redução no spread bancário, que não é divulgado por ser parte da estratégia de negócio. A assessoria do banco lembrou que há duas semanas a instituição anunciou a redução das taxas de juros de uma série de operações de crédito.

A Caixa Econômica Federal divulgou nota à imprensa dizendo que "está em fase de ajuste de sistema para atender as determinações do Ministério da Fazenda sobre a redução do IOF nas operações de crédito". Ou seja, o banco não fez sequer a transferência imediata da desoneração tributária e também não anunciou um corte maior dos spreads bancários.

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