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Bancos mundiais calculam perdas milionárias com a fraude do caso Madoff

Os grandes bancos internacionais, tanto na Ásia como na Europa, avaliam em centenas de milhões as perdas potenciais ligadas à suposta fraude do gerente dos fundos nova-iorquinos Bernard Madoff, calculados em US$ 50 bilhões.

AFP |

Um atrás dos outros, grandes bancos internacionais, como o Nomura no Japão, o francês BNP Paribas, e o HSBC e o RBS da Grã-Bretanha anunciaram estar expostos aos produtos da sociedade de investimento de Madoff, corretor de Wall Street até agora muito respeitado, mas agora acusado de uma gigantesca fraude utilizando o famos "esquema da pirâmide".

O espanhol Santander, segundo maior banco em capitalização bancária da Europa, reconheceu na noite de domingo que os clientes de seu fundo especulativo Optimal estão expostos a perda de cerca de 2,33 bilhões de euros.

O anúncio derrubou a ação do Santander na Bolsa de Madri (-3,21% às 10H45 GMT), que até agora vinha resistindo à crise financeira, conseguindo, inclusive, registrar lucros e comprar bancos nos EUA e na Grã-Bretanha.

O segundo banco da Espanha, o BBVA, admitiu, por sua vez, uma perda líquida potencial máxima de 300 milhões de euros, mas destacou que jamais comercializou produtos" Madoff junto a seus clientes espanhóis.

O britânico HSBC, número três mundial do setor em capitalização financeira, confirmou que pode ter sofrido uma perda de um bilhão de dólares nesta fraude gigantesca avaliada em US$ 50 bilhões pelo próprio Madoff, segundo o Financial Times.

Outro britânico, o Royal Bank of Scotland (RBS), do qual o governo britânico possui 57,9% das ações, admitiu uma perda potencial de 400 milhões de libras (aproximadamente 460 milhões de euros).

Na França, o Natixis, filial da Caisse d'Epargne e do Banque Populaire, pode perder até 450 milhões de euros, enquanto a seguradora francesa Axa avalia uma exposição nítida bem inferior, de 100 milhões de euros.

O BNP Paribas anunciou perdas potenciais de 350 milhões de euros através de suas atividades de mercados e empréstimos concedidos a fundos que investiram nos "hedge funds" (fundos especulativos) de Madoff.

A ação do primeiro banco francês despencou 8,44% nesta segunda-feira por volta das 10H20 GMT.

Os suíços UBS e Credit Suisse afirmaram que 'não estão expostos materialmente à fraude', enquanto o primeiro banco italiano, o UniCredit, indicou estar ameaçado de perder aproximadamente 75 milhões de euros.

No Japão, o Nomura Holdings reconheceu que pode ter perda de 27,5 bilhões de ienes (225 milhões de euros), mas considerou o impacto "relativamente limitado" considerando as somas geradas.

Detido quinta-feira e depois liberado com pagamento de fiança, Madoff, 70 anos, é acusado de ter montado um gigantesco esquema de pirâmide, pagando juros a seus antigos clientes graças ao capital injetado pelos novos clientes.

Ex-presidente do conselho de administração do Nasdaq, uma das duas grandes Bolsas de Nova York, Madoff era tão respeitado em Wall Street que a autoridade de regulação dos mercados americano, a SEC, o havia nomeado em 2000 membro do conselho de consultores e solicitava frequentemente seus conselhos, segundo o Wall Street Journal.

As repercussões mundiais da suposta fraude de Bernard Madoff são o retrato do "entrelaçamento crescente" das finanças internacionais, comentou segunda-feira o jornal espanhol El Pais.

A crise financeira internacional encontrou em Bernard Madoff "seu homem mau", apesar de a história das finanças internacionais estar cheia de fraudes piramidais, segundo o editorial do jornal.

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