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Bancos latino-americanos consideram região menos sujeita à crise

Panamá, 18 nov (EFE).- A América Latina é menos vulnerável para enfrentar a atual crise financeira que outras regiões, embora o congelamento dos mercados de créditos globais limite a demanda externa, afirmou hoje o novo presidente da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban), o economista brasileiro Ricardo Villela Marino.

EFE |

Marino, diretor de assuntos latino-americanos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foi escolhido hoje presidente da Felaban pelos próximos dois anos em substituição ao equatoriano Fernando Pozo, no marco da 42ª assembléia anual desta organização, encerrada hoje na capital panamenha.

O banqueiro precisou que a indústria bancária latino-americana está "razoavelmente sólida, com adequados níveis de liquidez, bancos muito bem capitalizados e com um nível de cobertura muito acima de 100%".

Ele destacou que apesar ao panorama pouco atrativo, que como conseqüência fará com que a região cresça menos, muitos Governos estão praticando políticas fiscais e monetárias coordenada e melhoraram sua dívida pública.

"Comprovar que em muitos países houve uma constante vigilância por parte das autoridades econômicas nos dá vigor para reagir a tempo às dificuldades nos mercados financeiros", ressaltou.

No entanto, fez um chamado de atenção a seus colegas bancários sobre a dinâmica ação governamental "pelo aumento acentuado do grau de envolvimento do Estado e da expansão da atividade reguladora e supervisora das autoridades".

Ele manifestou que nestes momentos o setor bancário da América Latina deve ser um ativo participante dos fóruns econômicos que se realizem, porque "é nosso dever nos preparar adequadamente, ter propostas de indiscutíveis fundamentos técnicos e participar como atores plenos nesse esforço de natureza mundial".

Nesse sentido, Marino disse que a organização levantou várias estratégias, dentre as quais um estudo que será realizado entre os países-membros de Felaban.

A análise contará com uma parte genérica para comparar os graus de aprofundamento financeiro e constatar a percentagem de crédito sobre o PIB, e uma mais específica, para investigar as variáveis adequadas para medir e vigiar o aumento relativo da "bancarização" nos países-membros.

O banqueiro deu eco ao relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a crise e os países da América Latina, no sentido de que o desafio central em matéria de política governamental neste momento "é o de manter a confiança e a estabilidade financeira, para se tenta atenuar o máximo possível a redução da atividade econômica".

Sobre os planos da Felaban para os próximos dois anos, assinalou que a ênfase será promover um sistema que seja ético, transparente e que tenha a capacidade de se antecipar aos problemas financeiros.

Além disso, intensificar a vigilância das agências de qualificação de riscos que falharam neste processo, promover a integridade e ética dos mercados financeiros e proteger os consumidores do sistema evitando os conflitos de interesses e fraudes.

A assembléia da Felaban, iniciada domingo passado, reuniu na capital panamenha cerca de 1.500 executivos bancários de todo o mundo para estudar meios diante dos efeitos da crise financeira global. EFE nes/jp

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