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Bancos japoneses aproveitam pechinchas deixadas pela crise financeira

Isabel Conde Tóquio, 24 set (EFE).- Os bancos japoneses, como o Nomura, o Mitsubishi UFJ e Sumitomo Mitsui, começaram nos últimos dias a investir nas entidades financeiras americanas mais atingidas pela crise, diante dos preços de pechincha.

EFE |

Para estes gigantes japoneses dos bancos, o efeito devastador das hipotecas "subprime" sobre algumas das principais entidades de investimento dos Estados Unidos, como o Lehman Brothers ou o Morgan Stanley, é uma "oportunidade única".

Segundo o jornal econômico "Nikkei", isso é justamente o que pensou o Mitsubishi UFJ, o banco com maior valor de mercado do mundo, quando anunciou na segunda-feira a compra de entre 10% e 20% das ações do Morgan Stanley.

"É uma oportunidade única na vida poder realizar a aspiração de expandir nossas operações de investimento bancário", disse um dos diretores do Mitsubishi UFJ, citado pelo "Nikkei".

O setor bancário japonês, tradicionalmente conservador e pouco dado ao risco, foi às compras agora que as ações estão a preço baixo e garantindo que adquirem ativos, ou seja, sem se responsabilizar pela dívida contraída pelos bancos que absorvem.

Esse é o caso do banco japonês Nomura, que entre segunda e terça-feira anunciou que adquirirá as divisões da Ásia, Europa e Oriente Médio do Lehman Brothers, que em 15 de setembro apresentou uma declaração de quebra.

Essa entidade japonesa adquirirá a divisão asiática do Lehman Brothers por US$ 225 milhões, enquanto ainda não foi revelado quanto pagará pelos ativos europeus desse banco de investimentos.

Com este movimento, o Nomura pretende ampliar sua presença internacional, "permitindo tornar realidade nossa estratégia de levar a Ásia ao mundo", disse na terça-feira, em comunicado, o executivo-chefe do Nomura, Kenichi Watanabe.

Hoje mesmo, o banco japonês Sumitomo Mitsui parece ter decidido se juntar à "caça de ofertas" e planeja investir entre US$ 941 milhões e US$ 3,824 bilhões no Goldman Sachs, a pedido do próprio banco de investimentos americano, segundo a agência local "Kyodo".

Estas operações são possíveis agora que o Deparatmento do Tesouro dos Estados Unidos obrigou instituições antes independentes, como o Goldman Sachs e o Morgan Stanley, a se transformar em bancos comerciais, sob maior supervisão.

Antes, já que não eram controlados pelo banco central americano, os bancos de investimento independentes podiam realizar a própria gestão de forma mais autônoma e assumir maiores riscos que as entidades comerciais.

No entanto, na segunda-feira, houve o fechamento definitivo de um modelo de negócio que definiu Wall Street durante décadas.

Os bancos japoneses estão entre os poucos do mundo que têm agora dinheiro suficiente para comprar grandes pacotes de ações dessas entidades em apuros, já que o efeito da crise das hipotecas "subprime" sobre eles foi, pelo menos por enquanto, muito inferior que em outros países.

O Mitsubishi UFJ, o Mizuho e o Sumitomo Mitsui declararam no final de janeiro perdas conjuntas relacionadas às subprime dos Estados Unidos de quase 499 bilhões de ienes (US$ 4,699 bilhões) entre abril e dezembro de 2007.

Essa quantia, embora seja muito inferior às perdas sofridas pelos setores financeiros nos Estados Unidos e na Europa, significou uma redução de quase um terço do lucro líquido combinado previsto pelas três entidades para todo o ano fiscal de 2007, que terminou em março.

Os recentes movimentos dos bancos japoneses foram recebidos com otimismo na Bolsa de Tóquio. Subiram hoje as ações do Mitsubishi UFJ (mais de 4%), do Sumitomo Mitsui (1%) e do Nomura (mais de 5%).

No entanto, aimprensa japonesa apontam para um otimismo com cautela, e desejam que não se repita a crise sofrida no final dos anos 80 pelos bancos japoneses, que desabaram após terem começado a investir sem a gestão adequada em instituições financeiras dos EUA, segundo o "Nikkei". EFE icr/an

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