Os bancos franceses não estão protegidos das dificuldades relaciondas à crise financeira mundial, equivalente à de 1929, afirmou o primeiro-ministro da França, François Fillon, em uma entrevista ao jornal econômico Les Echos, garantindo que o Estado impedirá qualquer quebra.

Por outro lado, em relação às seguradoras,"nada leva a crer que estejam vulneráveis", estimou.

"Os bancos franceses não estão protegidos das dificuldades caso um grande banco europeu vá à falência. É por isso que dizemos aos franceses que podem contar com a garantia absoluta do Estado sobre o sistema bancário francês", declarou Fillon.

"Estamos totalmente mobilizados. Não descartamos nenhum tipo de solução. Se um banco francês passa por dificuldades, o Estado pode facilitar um apoio, tomar uma participação, como fizemos com o Alstom e ontem (segunda-feira) com o Dexia. Recorreremos aos meios para impedir um desastre financeiro maior. Não haverá uma quebra", concluiu.

Os governos da Bélgica, França e Luxemburgo injetaram de forma conjunta 6,4 bilhões de euros no banco franco-belga Dexia na manhã desta terça-feira.

ben/ap

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.