Londres, 1 out (EFE).- Várias das principais entidades bancárias européias comerciais ou de investimento podem se ver obrigadas a realizar novas depreciações de seus ativos por um valor total antes de impostos de 28,4 bilhões de euros, segundo um relatório do JP Morgan publicado hoje.

O estudo prevê que este rebaixamento no valor contábil dos ativos acontecerá durante o segundo semestre do ano, o que elevará o importe bruto depreciado pelo setor, desde que começou a atual crise financeira, para 116,1 bilhões de euros.

A situação será mais intensa ao britânico Lloyds TSB, que pode fazer depreciações de 5,7 bilhões, seguido pelo Deutsche Bank (4,5 bilhões), o Barclays (3,7 bilhões), o UBS (2,7 bilhões) e pelo Société Générale (2,6 bilhões).

O JP Morgan assinala que o Lloyds TSB, o Royal Bank of Scotland (RBS), o Barclays e Crédit Agricole correm risco de não alcançar 6% no Tier 1, que mede os recursos de qualidade da companhia.

Os maiores riscos que podem aumentar o valor das depreciações são, segundo o banco americano, os títulos CMBS (lastreados em hipotecas comerciais) nos EUA.

O relatório considera positivo o plano de resgate americano de US$ 700 bilhões, embora afirme que não resolveria totalmente a crise bancária. EFE pdj/rr

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