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Bancos estrangeiros poderão recorrer a plano dos EUA

Por Mark Felsenthal WASHINGTON (Reuters) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou neste domingo que bancos estrangeiros que possuem ativos financeiros considerados ruins poderão recorrer ao plano de resgate norte-americano de 700 bilhões de dólares, elaborado com o objetivo de restaurar a ordem econômica global em meio à crise.

Reuters |

'Sim, eles deverão. Porque... se uma instituição financeira tem operações nos Estados Unidos, contrata pessoas nos Estados Unidos, se eles estão embaraçados com a falta de liquidez dos ativos, eles sofrem o mesmo impacto do povo americano, como qualquer outra instituição', disse Paulson em programa televisivo.

Paulson apareceu no programa 'This Week with George Stephanopolous', da ABC, para dar mais detalhes do plano que será analisado por congressistas norte-americanos durante a semana. Ele também esteve em outras emissoras.

O governo está agindo agressivamente para absorver bilhões de dólares de títulos difíceis de serem vendidos vinculados a hipotecas e ativos relacionados, que têm sufocado os mercados de capitais desde o estouro da histórica bolha do setor imobiliário norte-americano.

Paulson observou que o plano de resgate é doloroso e caro, mas necessário para estabilizar um sistema financeiro que tem o chão como único limite.

'A situação que tínhamos, com mercados congelados, com empréstimos não disponíveis, é uma situação que não será boa para o povo norte-americano', disse ele.

CONTRIBUINTES

'O fato de que o contribuinte estar nesta situação é difícil para mim.'

Paulson ainda reconheceu neste domingo que o plano de resgate de emergência para estabilizar o sistema financeiro em queda livre custará dinheiro aos contribuintes, mas argumentou que os custos não superarão o limite de 700 bilhões de dólares do pacote.

'O contribuinte está em risco', disse ele a um programa noticioso da TV Fox News.

Mas acrescentou: 'Seriam circunstâncias extraordinárias, altamente improváveis, de que o custo seja algo como a quantia gasta nos ativos'.

O secretário do Tesouro disse que o governo dos Estados Unidos está pressionando autoridades financeiras em outros países para adotar planos de estabilização financeira similares.

'Nós temos um sistema financeiro global e nós estamos conversando de forma agressiva com outros países em todo o mundo, e encorajando-os a tomar medidas similares, e acredito que grande parte deles irá', disse ele.

Segundo ele, a crise repentina estava assustando, mas ele expressou esperança na resiliência na economia norte-americana.

'Eu não apostaria contra os fundamentos a longo prazo deste país', disse ele no programa 'Meet the Press', da NBC. 'Mas esta é uma experiência para percebermos muita fragilidade no nosso mercado de capitais, e para perguntarmos como chegamos até aqui.'

'Estou confinante de que o Congresso irá agir, e agir rapidamente'.

(Reportagem adicional de Thomas Ferraro)

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