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Bancos e varejistas sustentam alta de 0,63% da Bovespa

SÃO PAULO - Depois de perder mais de 3,7% durante a tarde, a retomada da compras na última hora do pregão levou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a encerrar o dia em território positivo. Com destaque para os bancos e varejistas, o Ibovespa fechou a sexta-feira com alta de 0,63%, aos 35.

Valor Online |

347 pontos, e giro financeiro de R$ 3,58 bilhões. Ainda assim, o índice terminou a primeira semana de dezembro com perda de 3,41%. No ano, a baixa acumulada está em 44,6%.

Segundo o professor de economia do Ibmec Rio, André Comunale, o alívio na pressão vendedora foi reflexo da virada de humor em Wall Street.

Depois das perdas acentuadas no período da manhã, as compras voltaram a prevalecer e, com meia hora de pregão pela frente, o Dow Jones ganhava 2,77%, enquanto o Nasdaq subia 3,39%
O sentimento do investidor norte-americano mudou depois que a Hartford Financial Services Group elevou sua previsão de lucro para o ano trazendo alento para todo o setor financeiro. Até então, o pessimismo prevalecia, reflexo da perda de 533 mil postos de trabalho em novembro. Foi o pior mês desde 1974.

Segundo o especialista, dias como o de hoje evidenciam o nervosismo do mercado e deixam claro que nenhum investidor quer montar posições de longo prazo.

De acordo com Comunale, é consenso que o preço dos ativos está barato e, por isso, qualquer sinal de alta atrai os compradores. A questão é que ninguém vai segurar essas posições por muito tempo.

O professor também aponta que falta fluxo de recursos para o mercado. Sinal claro disso é que apenas nos dois primeiros dias de dezembro, o saldo de negociação estrangeira estava negativo em R$ 2,94 bilhões. Para efeito de comparação, o mês de novembro inteiro teve saldo de negativo de R$ 1,15 bilhão.

O ponto positivo no mercado brasileiro, segundo o especialista, é o comportamento dos juros futuros, que seguem indicando redução na taxa Selic. Para Comunale, o Banco Central poderia promover uma redução no custo do dinheiro já na semana que vem, mas como o histórico de atuação do BC não inclui surpresas, o mais provável é que o juros caiam na reunião de 21 de janeiro. Uma sinalização nesse sentido pode vir com um placar não unânime e até mesmo uma ata com enfoque maior na questão do crescimento econômico.

No lado corporativo, os carros-chefe do índice refletem a incerteza sobre o preço das commodities. "Todos sabem que a China vai se desacelerar, mas ninguém sabe o quanto, e isso é que é importante."
Segurando um melhor desempenho do índice, Petrobras PN caiu 2,36%, para R$ 18,16, e Vale PNA se desvalorizou 2,09%, a R$ 21,50. As siderúrgicas também caíram, com o papel ON da CSN recuando 2,87%, para R$ 23,31.

Acompanhando os pares internacionais, os bancos garantiram os ganhos do pregão. O papel PN do Itaú subiu 1,0%, para R$ 27,20, e apresentou o terceiro maior volume do pregão. Destaque para ação ON do Banco do Brasil, que ganhou 7,87%, para R$ 15,75. Bradesco PN teve alta de 1,33%, para R$ 24,30, e as units do Unibanco se valorizaram 2,27%, para R$ 15,30. Bom desempenho também para o ativo ON da BM & FBovespa ON, que fechou com ganho de 6,04%, valendo R$ 4,74.

Entre as varejistas, B2W Varejo ON puxou a fila avançando 8,81%, para R$ 22,35, recuperando, assim, parte das perdas da semana. Lojas Americanas ON teve alta de 6,08%, para R$ 6,10, e Lojas Renner ON subiu 5,60%, para R$ 13,94. Segundo Comunale, apesar do ambiente econômico pouco favorável que se desenha, as vendas de Natal ainda devem ser fortes.

Ainda na ponta compradora, JBS ON teve alta de 7,50%, fechando a R$ 5,59, e Cyrela ON aumentou 6,95%, para R$ 8,0. Vivo PN e Eletrobrás PNA ganharam mais de 6% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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