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Bancos e montadoras eliminaram ganho de dez anos na bolsa dos EUA

SÃO PAULO - As bolsas americanas tiveram fortes quedas mais uma vez nesta quinta-feira, com uma fuga frenética do risco por parte dos investidores, o que aprofundou os temores econômicos e deixou o índice Standard & Poor´s 500 em seu menor nível desde 1997.

Valor Online |

O índice Dow Jones caiu 5,56%, fechando com 7.552 pontos. O S & P 500 mergulhou 6,71%, a 752 pontos. O Nasdaq recuou 5,07%, fechando a 1.316 pontos. As quedas confirmam o derretimento de mais de uma década de ganhos no mercado de ações.

Uma tentativa de alta se formou durante a tarde, depois que saíram notícias indicando que os senadores tinham fechado um acordo preliminar para ajudar as montadoras. Mas o alívio foi momentâneo. Pouco depois, o líder na maioria do Senado, Harry Reid, disse que a Ford, General Motors e Chrysler devem apresentar um novo plano para ser apreciado pelo Congresso mostrando como o dinheiro irá transformar a indústria.

Reid também afirmou que o assunto voltará a ser discutido no começo de dezembro, desde que as empresas venham com um projeto nesses moldes.

Ao final do pregão, a ação da General Motors ainda apontava alta de 3,23%. Durante o dia, a ação chegou a cair 35%, batendo US$ 1,70, nova mínima de preço não observada desde 1938. Em um desdobramento dessa história, a GMAC, braço financeiro da GM, pediu autorização para virar banco e poder pegar dinheiro com o governo. Tal estratégia já foi utilizada por outras instituições, como a American Express.

As ações européias fecharam em queda de 3,8%, no nível mais baixo de fechamento desde abril de 2003, à medida que ações do setor petrolífero acompanhavam fortes perdas no preço do petróleo e temores de recessão abatiam papéis bancários.

O índice FTSEurofirst 300 caiu para 781 pontos, segundo dados preliminares, recuperando-se parcialmente da mínima da sessão, a 765 pontos. O índice se contraiu em cerca de 48% até agora neste ano, com a piora do pessimismo econômico.

Bancos europeus perderam terreno depois de ações do Citigroup terem se desvalorizado mais de 20% enquanto investidores questionavam sua perspectiva de sobrevivência.

A queda dos principais índices foi de 3,2% na bolsa de Londres, 3,08% em Frankfurt, 3,48% em Paris, 2,29% em Milão, 2,72% em Madri e 3,89% em Lisboa.

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