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Bancos do país passam em teste de estresse

Em meio às incertezas econômicas que vêm do exterior, o Banco Central divulgou ontem relatório semestral em que afirma que o sistema bancário tem boa saúde e está pronto para enfrentar situações bastante adversas. De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira, os bancos, de uma forma geral, estão em situação "confortável", tanto em termos de liquidez (disponibilidade de recursos para o curto prazo), como de solvência (capacidade de honrar seus compromissos) para enfrentar situações de estresse na economia.

AE |

Em meio às incertezas econômicas que vêm do exterior, o Banco Central divulgou ontem relatório semestral em que afirma que o sistema bancário tem boa saúde e está pronto para enfrentar situações bastante adversas. De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira, os bancos, de uma forma geral, estão em situação "confortável", tanto em termos de liquidez (disponibilidade de recursos para o curto prazo), como de solvência (capacidade de honrar seus compromissos) para enfrentar situações de estresse na economia. Além disso, o sistema expande sua carteira de crédito com significativa redução no nível de risco, segundo o BC. Em relação ao risco de solvência, o BC constatou uma melhora geral no segundo semestre de 2009. Isso foi evidenciado principalmente pela elevação do chamado Índice de Basileia, que é o quanto de capital os bancos têm em relação a seus empréstimos, que passou de 18,4% em junho para 18,6% em dezembro do ano passado. O Índice de Basileia é considerado um dos mais importantes indicadores sobre a saúde do sistema financeiro. Teste de estresse. No chamado "teste de estresse", em que o BC simula situações de crise, o Índice de Basileia cai, mas segue em nível bem acima dos 11% exigidos pela legislação brasileira. Internacionalmente, o nível mínimo para ser considerado seguro é de 8%. De acordo com cálculos do BC, no cenário "mais severo", índice médio do Brasil cairia para 15%, "o que indica boa situação de capitalização do sistema". Pelo teste, mesmo no pior cenário, nenhuma instituição brasileira ficaria insolvente. Em relação à disponibilidade de recursos para o curto prazo (liquidez), o BC destacou que o segundo semestre foi marcado por uma redução no nível de liquidez (de 51,8% para 50% do total de ativos). Segundo o BC, os bancos no fim do ano passado tinham quase três vezes mais liquidez que a necessidade estimada "para suportar resgates e perdas resultantes de alterações bruscas nos parâmetros de mercado".

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