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Bancos do País estão mais seguros, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem na reunião do conselho político do governo que a crise financeira internacional talvez seja a mais forte desde a crise de 1929. Mas destacou que os bancos brasileiros estão em uma posição mais segura, com um menor grau de alavancagem em termos de crédito e maior rentabilidade na comparação com vários outros países.

Agência Estado |

Dados apresentados por Mantega e divulgados pelo Ministério da Fazenda mostram que o chamado índice de Basiléia - que mede a relação entre os ativos e o patrimônio das instituições - dos dez maiores bancos brasileiros estava em 14,91% em junho, acima portanto dos 8% recomendados internacionalmente e dos 11% exigidos pelo Banco Central do Brasil. Isso significa que os bancos brasileiros emprestam menos do que seu patrimônio permitiria, e têm postura mais conservadora.

Apesar disso, os dados apresentados pelo ministro mostram que houve redução no índice em relação ao início deste ano e ao fim do ano passado, quando o indicador estava na casa de 17%.

Ele destacou ainda que a rentabilidade dos dez maiores bancos privados brasileiros é maior do que de países como Colômbia, Chile, Argentina, Estados Unidos e Reino Unido. A medida considera o retorno dos bancos em relação aos seus ativos. O ministro também citou que a rentabilidade sobre o patrimônio das 500 maiores sociedades anônimas brasileiras ficou em 2007 pelo quinto ano consecutivo acima de 10%. "Algo que não ocorria desde o início dos anos 80", observou.

Na apresentação, Mantega ressaltou que a atual crise supera as do México, da Ásia e da Rússia nos anos 90, classificadas por ele de "periféricas". Para ele, a atual turbulência atinge em maior ou menor medida a todos os países e mercados, mas tem maior impacto nos países avançados, "que crescem mais lentamente, têm um menor potencial de mercado, fundamentos econômicos menos sólidos e estão com as instituições financeiras fragilizadas".

Mantega destacou que houve um aprofundamento da crise em setembro e outubro, com aparecimento de ativos podres e com a crise de "solvência" se tornando uma crise de "confiança", travando o mercado de crédito. Para ele, a fase aguda atual provoca incertezas para 2009, mas é passageira e a tendência é de que seja equacionada com os pacotes de socorro nos EUA e na Europa. Mas a fase seguinte virá com restrição de crédito e juros mais altos. Mantega prevê também uma desaceleração da economia mundial e da brasileira, embora ainda trabalhe oficialmente com expansão de 4,5% para o Brasil em 2009.

Em relação ao pacote americano, o ministro afirmou que a medida tem eficácia, mas não resolve a crise. Além disso, requer tempo para ser implementado e possui indefinições, como o preço e o formato da compra dos ativos problemáticos.

O ministro destacou que o governo tem atuado para reduzir os impactos da crise e disse que o Brasil está entre os países com crescimento sustentável e mais sólido. Mantega também apresentou dados que mostram que, em 2007, os países em desenvolvimento representavam 50% da pauta de exportações brasileiras, enquanto a outra metade foi para os países desenvolvidos. Em 2002, os países emergentes representavam 38% e os desenvolvidos os 62% restantes.

Para ele, o Brasil tem condições de manter o atual ciclo de crescimento por meio da continuação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do aumento dos investimentos e ganhos de produtividade. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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