SÃO PAULO - Grandes bancos em todo o mundo estão indo a público para informar o valor de suas exposições ao Lehman Brothers, banco americano de investimento que pediu concordata ontem. O holandês ING calculou que o impacto direto sobre seu lucro deve ser de cerca de 100 milhões de euros, em uma base antes de impostos.

Desse montante, 40 milhões de euros viriam do não recebimento de empréstimos e títulos e os outros 60 milhões, da reorganização de operações com derivativos.

O suíço UBS, por sua vez, distribuiu nota para dizer que o custo total de encerrar todas as suas exposições líquidas, diretas e de parceiros, não deve ultrapassar US$ 300 milhões.

O japonês Mizuho Financial Group estimou em cerca de US$ 112,5 milhões o total de créditos de difícil recebimento do Lehman, divididos em empréstimos e bônus da Lehman Holdings. Outro banco japonês, o Sumitomo, informou ter empréstimos de US$ 980 milhões ao Lehman, mas US$ 880 milhões deles têm garantias.

A seguradora Axa declarou ser dona de 0,05% do capital votante do Lehman Brothers e ter uma exposição de crédito de cerca de 300 milhões de euros. Além disso, a empresa informou ter também exposição de 150 milhões de euros e uma fatia de 0,02% do capital votante da AIG, seguradora que enfrenta dificuldades.

"(Valor Online)"

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