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Bancos chineses anunciam ótimos resultados, mas há riscos no horizonte

Os bancos chineses anunciaram excelentes resultados, e um deles, o ICBC, se declarou o mais rentável do mundo no primeiro semestre, mas correm o risco de ter mais créditos duvidosos nos próximos meses se a crise do subprime contaminar os países emergentes.

AFP |

Os bancos acumularam lucros no primeiro semestre graças ao aumento da renda derivada de juros e comissões e à redução dos impostos às empresas.

Segundo analistas, no entanto, a desaceleração da economia poderia atingir estes bancos, porque os credores podem começar a ter dificuldades para pagar suas dívidas.

"O setor bancário teve um crescimento rápido e melhor que o previsto no primeiro semestre, mas ainda precisa superar desafios", disse Jin Lin, analista de Everbright Securities em Xanghai.

"No segundo semestre, o desafio mais crítico para os bancos será da qualidade dos ativos", acrescentou.

O primeiro banco da China, o ICBC, anunciou semana passada que se tornou o banco mais rentável do mundo no primeiro semestre de 2008, com uma alta de 56,75% de seu resultado líquido, a cerca de 64,880 bilhões de yuans (6.430 milhões de euros).

Outras instituições anunciaram taxas de progressão superiores de seus lucros, como CITIC (+161,5%).

Mas estes desempenhos vêm acompanhados de uma desaceleração em outros setores.

O crescimento médio dos lucros das 1.178 empresas cotadas que publicaram seus resultados no início da semana atingiu 30,9%, um percentual nada desprezível, embora ainda muito menorque os 70% registrados no primeiro semestre de 2007.

Após anos de reestruturação, o setor bancário chinês, antes o mais fraco da economia, foi reforçado pelas restrições de acesso ao crédito aplicadas nos últimos anos para conter os riscos de superaquecimento econômico e a bolha imobiliária.

A demanda continua sendo forte e os créditos aumentaram 14,1% entre janeiro e junho.

Apesar de os bancos não poderem aumentar os rendimentos das contas de poupança em mais de 3,33% (taxa de base a um ano) para a média de clientes, eles são autorizados a cobrar além da taxa de juros de 7,47% para os empréstimos que concedem.

"Houve uma forte alta da renda derivada dos juros, associada a empréstimos mais caros e em maior volume no primeiro semestre", destacou Charlene Chu, analista de Fitch Ratings em Pequim.

Outra razão de peso é a entrada em vigor em 1º de janeiro de um imposto sobre as empresas de 25%, contra 33% de antes.

As empresas exportadoras devem sentir os efeitos da desaceleração da economia mundial, que afeta a demanda, e podem ter dificuldades para honrar seus compromissos.

Para Qiu Zhicheng, da Haitong Securities em Xangai, os setores imobiliário e manufatureiro estão atravessando um período problemático e a taxa de crescimento dos bancos deve se desacelerar progressiva e significativamente, no próximo ano.

Resta uma incógnita: a taxa de exposição real dos bancos chineses aos problemas dos dois gigantes americanos de refinanciamento hipotecário, Fannie Mae e Freddie Mac.

wf/lm

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