Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bancos centrais se unem para conter o pânico nos mercados

Os bancos centrais do mundo anunciaram nesta quinta-feira uma medida coordenada para conter o pânico nos mercados financeiros, enquanto a consolidação do setor bancário se acelera em meio aos rumores de novas falências.

AFP |

O Federal Reserve americano (Fed, banco central) anunciou que vai injetar 180 bilhões de dólares nos mercados por meio do aumento de seus acordos de "swap" com o Banco Central Europeu (BCE), o Banco Nacional da Suíça, o Banco da Inglaterra, o Banco do Japão e o Banco do Canadá.

A iniciativa dos bancos centrais parece ter tranqüilizado os investidores. As praças conseguiram voltar a operar no positivo na manhã desta quinta-feira.

Com o acordo "swap", os bancos centrais conseguem emprestar dinheiro entre eles a curto prazo, quando precisam estabilizar o sistema financeiro de seu país.

Esta iniciativa responde à falta de liquidez nos mercados, um dia depois da decisão histórica das autoridades americanas de nacionalizar a seguradora AIG para impedir sua quebra.

"O desmoronamento de atores de primeiro plano como Lehman e AIG perturbou profundamente o mercado de crédito interbancário em dólar e os bancos centrais são forçados a contrair empréstimos tradicionais (com taxas de juros maiores que as interbancárias)", destacaram os analistas da ING FXstrategy.

Esta crise financeira desata também uma consolidação acelerada do setor financeiro.

O banco britânico Barclays comprou na quarta-feira a preço de banana os melhores ativos do Lehman Brothers. Um outro banco britânico, Halifax Bank of Scotland (HBOS), teve de aceitar ser comprado de urgência por seu concorrente Lloyds TSB por 12,2 bilhões de libras (15,4 bilhões de euros), por troca de ações.

A ação do HBOS, primeiro em concessão de empréstimos imobiliários cotado no Reino Unido, vinha despencando nos últimos dias e a solvência do grupo começou a ser questionada nos mercados.

A imprensa americana divulgou rumores sobre a compra de um dos dois últimos bancos de negócios de Wall Street, Morgan Stanley, pelo banco comercial Wachovia.

Segundo o canal de televisão financeira CNBC é com o chinês CITIC que o Morgan Stanley está discutindo. Apesar dos bons resultados trimestrais anunciados terça-feira, a ação do Morgan Stanley prosseguiu em queda na quarta-feira em Wall Street. O título perdeu mais da metade de seu valor em uma semana.

O banco americano Washington Mutual (WaMu), que amargou inúmeras desvalorizações de ativos em razão de sua exposição no mercado imobiliário, pediu ao banco de negócios Goldman Sachs que encontre um comprador para ele, afirmou na quarta-feira o New York Times.

As Bolsas européias reagiram bem ao anúncio dos bancos centrais e operam em leve alta nesta manhã.

Os mercados asiáticos, a maioria fechada no momento deste anúncio, registraram fortes baixas. Em Tóquio, o índice Nikkei perdeu 2,22% no fechamento e registrou o menor valor em mais de três anos.

A Bolsa de Xangai terminou em baixa de 1,72% e os outros mercados da região perderam entre 2% e 4%.

Hong Kong, que fechava mais tarde, se recuperou no fechamento (-0,03%), depois de ter perdido até 7,7% durante a sessão.

Wall Street fechou em queda de 4,06% na quarta-feira. Os mercados latino-americanos também tiveram um dia negro. A Bolsa russa, que vem caindo fortemente desde o início da semana, ficou fechada na quarta-feira e deve ser reaberta na sexta-feira, segundo o ministro das Frinanças, Alexeï Koudrine.

bur-jld/lm/fp

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG