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Bancos centrais de países do G10 prevêem enfraquecimento da economia global

FRANKFURT - O presidente do Banco Central Europeu (BCE) e porta-voz do Grupo dos Dez (G10, os países mais industrializados do mundo), Jean-Claude Trichet, previu hoje na Basileia (Suíça) enfraquecimento maior da economia global e uma taxa de inflação muito alta.

EFE |

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Em entrevista após a reunião dos bancos centrais dos países do G10, Trichet deu as boas-vindas ao resgate estatal das gigantes do setor de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, que têm os títulos da metade de toda a dívida hipotecária nos EUA no valor de mais de US$ 11 trilhões.

"Tomamos nota da decisão do Tesouro americano e do secretário Henry Paulson de resgatar o Fannie Mae e o Freddie Mac. Foi uma decisão muito importante e é bem-vinda considerando as circunstâncias", disse Trichet.

O Governo dos EUA intervirá nas duas entidades hipotecárias com uma injeção de liquidez de US$ 200 bilhões. Os representantes dos bancos centrais do G10 se reúnem a cada dois meses na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) na Basileia, para analisarem a situação das economias de seus países.

O presidente do BCE afirmou que "o crescimento da economia global continua sendo robusto e significativo, apesar de ser visível certo grau de arrefecimento em um nível global".

Trichet destacou a resistência de algumas economias emergentes com um ritmo de crescimento alto, mas disse que os bancos do G10 também observam um pequeno enfraquecimento nestas regiões.

Os representantes dos bancos centrais do G10 concordaram que é essencial manter ancoradas as expectativas de inflação, que é muito alta em nível global neste momento.

Neste sentido, acrescentaram que sua atuação visa a evitar que a inflação crie efeitos secundários e uma espiral de preços e salários que não se ajustem à definição de todas essas entidades de "estabilidade de preços implícita ou explicitamente".

Na semana passada, o BCE manteve os juros em 4,25% ao ano para os países da zona do euro e estabelece como meta uma taxa de inflação próxima, mas sempre abaixo de 2%.

Os analistas veem "uma correção muito significante dos mercados financeiros com um elevado nível de volatilidade" que começou no início do ano passado, e que é necessário manter o alerta para fazer o que for necessário para que esse processo se dê da maneira mais ordenada possível, de acordo com Trichet.

O presidente do BCE avaliou a atuação dos EUA e disse que "o que fizeram todas as autoridades envolvidas, especialmente o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Tesouro, demonstra que há capacidade de tomar as decisões apropriadas no tempo adequado".

Trichet disse que todos os bancos centrais, cada um com sua economia, fizeram o que tinham que fazer e esclareceu que, "quando se intervem nos mercados financeiros (com injeções de liquidez)", não foi dito que as tensões desapareceriam.

Os bancos centrais do G10 observam a persistência das diferenças de comportamento em todos os mercados de divisas entre depósitos para três meses e os respectivos juros de troca (swaps) para um dia, o que indica que pode haver uma normalização de forma muito diferente da de antes nos dois lados do Atlântico, segundo Trichet.

Essas diferenças são um bom indicador da continuação das tensões nos mercados de depósitos a prazo, nos quais a melhora durante os 12 últimos meses foi muito limitada. Os participantes do mercado se acostumaram com a situação e têm buscado formas de fazer frente à amplitude das diferenças.

Os países-membros do G10 - grupo que é formado na realidade por 11 países e que concentra 85% da economia mundial - são: Alemanha, Bélgica, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Holanda, Reino Unido, Suécia e Suíça.

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