Londres, 7 out (EFE).- A cotação dos principais bancos britânicos desabava hoje na Bolsa de Londres depois que a rede pública BBC publicou que os responsáveis de instituições financeiras haviam solicitado na segunda-feira à noite liquidez adicional ao Governo.

Às 6h44 de Brasília, caíam as ações do RBS (-29,64%, após ter chegado a perder cerca de 40%), do HBOS (-13,87%), do Lloyds TSB (-8,69%) e do Barclays (-7,88%).

De acordo com a "BBC", os executivos-chefes do Lloyds TSB, Eric Daniels; do Royal Bank of Scotland (RBS), Fred Goodwin; e do Barclays, John Varley, reuniram-se no final da segunda-feira com o ministro da Economia britânico, Alistair Darling, a pedido deste.

A reunião também teria tido a presença do presidente do Banco da Inglaterra, Mervin King, e do presidente da Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, em inglês), Adair Turner.

Os banqueiros solicitaram a Darling maior rapidez na oferta de liquidez, mas saíram insatisfeitos da reunião, porque o ministro não apresentou nenhum plano concreto de resgate.

Segundo os balanços de situação dos três bancos, nenhum deles precisa de liquidez adicional, mas, segundo a "BBC", estão preocupados porque estão enfraquecidos devido à percepção dos investidores de que é necessária uma nova injeção de capital.

Assim, a "BBC" afirma que cada um dos bancos calcula que precisa de 15 bilhões de libras (19,256 bilhões de euros), dos quais uma metade seriam em dinheiro e a outra em forma de uma garantia do Ministério da Economia, que injetaria o efetivo se fosse necessário.

A contribuição total ao sistema bancário britânico ficaria em cerca de 50 bilhões de libras (64,17 bilhões de euros).

No entanto, o executivo-chefe do Barclays negou hoje estas informações, disse que seu banco não solicitou liquidez e acrescentou que "não há razão para isso".

O RBS admitiu a presença de seu máximo diretor na reunião, mas não quis fazer comentários sobre a queda de suas ações.

O Ministério da Economia também não quis se pronunciar sobre o conteúdo da reunião de ontem à noite.

A rede pública afirma que os três banqueiros voltarão a se reunir hoje para fixar uma posição comum a fim de negociar um eventual plano de resgate. EFE pdj/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.