SÃO PAULO - Os bancos brasileiros são os que detêm a melhor combinação de resultados financeiros sólidos, boas práticas socioambientais e de governança corporativa na América Latina, afirma a quarta edição do ranking anual elaborado pela consultoria espanhola Management & Excellence (M&A).

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Com base em 109 indicadores internacionais, incluindo os de organismos como ONU, OCDE e OIT, e no cumprimento de regras de adequação do capital previstas em Basileia 2, Bradesco e Itaú apareceram empatados em primeiro com 96,3 pontos, numa escala de 0 a 100.

Em terceiro aparece o HSBC México, com nota de 93,58 pontos. A quarta posição ficou com o BCI-Chile e em quinto aparece o BBVA da Colômbia.

O ranking mediu o desempenho dos 40 maiores bancos na América Latina.

De acordo com o diretor da M&A e coordenador do estudo, Bill Cox, na média, os grandes bancos latino-americanos, com destaque para os brasileiros, estão mais avançados do que seus pares na Europa e Estados Unidos na adequação a padrões de prevenção a riscos.

Por isso, destaca, as instituições latinas escaparam da crise enfrentada por colossos financeiros globais, como UBS, Citi e Société Générale, algo que fica claro quando se compara o desempenho das ações nos últimos meses.

"Enquanto os grandes (bancos) nos Estados Unidos e Europa foram pegos em situações embaraçosas que revelaram fraquezas em seus mecanismos internos de controle de riscos, os líderes da América Latina se mantiveram surpreendente ilesos", afirma o relatório.

O estudo ainda cita o baixo comprometimento de bancos como o UBS a boas práticas de governança e prevenção à lavagem de dinheiro. Isso ajudaria a explicar, de acordo com o relatório, o fato da ação do banco suíço atualmente valer um terço do que há um ano, enquanto os papeis de bancos brasileiros ficaram praticamente estáveis no mesmo período.

Em contrapartida, a M&A criticou o comportamento médio de grandes instituições bancárias na América Latina no tema responsabilidade socioambiental. Segundo o grupo de pesquisa, apesar de alguns bancos estarem experimentando modelos de medição do sucesso de investimentos socioambientais, nenhum sistema eficaz surgiu até agora.

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