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Bancos beneficiados por resgate prestarão contas ao Tesouro dos EUA

Washington, 10 dez (EFE).- O Departamento do Tesouro deve exigir contas dos bancos beneficiados pelo pacote de resgate financeiro de US$ 700 bilhões, segundo um relatório apresentado hoje no Congresso americano.

EFE |

A Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes divulgou hoje a avaliação de uma comissão supervisora sobre a maneira como o Governo do presidente George W. Bush distribui quase metade dos fundos atribuídos no início de outubro.

Quando o Legislativo aprovou os fundos e deu atribuições extraordinárias para sua gestão ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, também criou a comissão supervisora, que tem em seu poder metade do auxílio financeiro.

"A comissão supervisora acredita que o povo tem direito de saber como as instituições que receberam dinheiro público usam esse dinheiro", assinala o relatório.

A presidente da comissão supervisora, Elizabeth Warren, uma professora de Harvard, vai na segunda-feira perante a comissão legislativa para explicar as conclusões de seu grupo.

O representante republicano Darrell Issa, da Califórnia, que se opôs ao socorro financeiro em outubro, declarou seu "desgosto pelo fato de que, aparentemente, já tenha sido gastada metade do dinheiro que é dos contribuintes".

"Esses não são fundos privados para que as empresas usem livremente. Estes são, de fato, os dólares de futuros impostos e nossos filhos seguirão pagando não só o capital, mas também os juros por várias gerações", ressaltou.

Por sua parte, o deputado Bill Pascrell, de Nova Jersey, disse que tinha votado a favor do socorro porque achou, "da mesma forma que tantos membros do Congresso, que os US$ 700 bilhões ajudariam o Tesouro a promover a reabertura dos créditos".

"Acreditava-se que isso ajudaria o povo a conservar suas coisas, permitiria que os americanos fizessem compras grandes, como automóveis, que estimulariam a nossa economia", apontou.

"É triste dizer, mas isso não ocorreu", frisou Pascrell. EFE jab/rr

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