SÃO PAULO - Se o desempenho do mercado desse a medida de confiança gerada pelo discurso do presidente Barack Obama em sua posse, nesta tarde, a sinalização seria bastantes pessimista, pois as bolsas de Nova York caíram mais de 4%. A razão para o comportamento dos índices estaria na falta de clareza do novo presidente em relação aos passos que serão dados para enfrentar o cenário de crise daqui para frente, bem como ao desempenho negativo do setor bancário. Além disso, a temporada de balanços continua aumentando o temor sobre as condições de emprego e ganhos do setor privado nos EUA.

O Dow Jones fechou com baixa de 4,01%, aos 7.949 pontos. O Standard & Poor's 500 declinou 5,28%, para 805 pontos. O eletrônico Nasdaq fechou aos 1.440 pontos, em queda de 5,78%.

Previsões de necessidade de novos aumentos de capital por parte de grandes bancos americanos continuam pipocando no mercado. Por conta disso, as ações do Wells Fargo caíram 23% (US$ 14,45), as do Bank of American tombaram 28,97% (US$ 5,10) e as do Bank of New York Mellon fecharam com baixa de 17,25% (US$ 19). Os papéis do Citigroup perderam 20% (US$ 2,80).

As ações da financeira State os Street fecharam com baixa de 59,43% (US$ 14,89) em meio a temores de que a carteira do banco tenha créditos problemáticos no segmento de veículos. A instituição reportou perdas não realizadas de US$ 6,3 bilhões.

A percepção dos analistas é de que a quebradeira pode não ter acabado. Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York e dono das previsões mais pessimistas, comentou nesta terça-feira os recentes problemas com bancos como Citigroup e Bank of America sugerem que o sistema está falido.

No setor de tecnologia, as ações da Intel tombaram 6,40% (US% 12,86) após a empresa anunciar redução de preços de até 48% em alguns processadores. No caso da IBM, as ações caíram 3,46% (US$ 81,98 ) devido à expectativa em relação ao balanço do quarto trimestre da empresa.

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