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Bancos acham que crise pode ajudar BC com a inflação, mostra pesquisa

SÃO PAULO - A recente redução da projeção dos bancos brasileiros para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2009 veio acompanhada de uma baixa de 1 ponto percentual da previsão para a taxa Selic do próximo ano. Ambas estimativas sofreram influência de possíveis reflexos da crise americana para a economia do Brasil.

Valor Online |

É o que mostra a pesquisa mais recente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), feita na semana passada, entre os dias 17 e 19, com 26 instituições financeiras.

Os números revelam que a projeção dos bancos para o juro básico ao final de 2009 é de 13,75%, abaixo da projeção de 14% feita pelas instituições em julho. Para este ano, os agentes projetam mais dois aumentos do juro básico pelo Comitê de Política Monetária (Copom), levando a taxa a 14,75% ao ano, a mesma expectativa revelada na pesquisa anterior.

Segundo Rubens Sardenberg, novo economista-chefe da Febraban, essa diminuição em relação às expectativas para a Selic no ano que vem pode estar relacionada à crise internacional, assim como no caso de uma alta mais modesta do PIB. Na avaliação do economista, a desaceleração econômica a ser gerada pela crise financeira deve ajudar o Banco Central na tarefa de controlar a inflação, o que exigiria menor aperto monetário.

Em outro questionário qualitativo feito pela Febraban no mesmo período, 44% dos entrevistados acreditam que a crise internacional deve levar o BC a manter o ritmo de alta da Selic e outros 39% apostam em uma redução da velocidade de alta do juro.

O mercado reduziu a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o final deste ano de 6,48% em julho para 6,19% na semana passada, Para 2009, a projeção de 4,94% ficou em linha com os 4,93% previstos na pesquisa anterior, portanto, já próximo do centro da meta do governo, de 4,5%.

Sardenberg ressalva, no entanto, que essa percepção sobre a ajuda da crise no combate à inflação ainda é inconsistente, pois as previsões para o dólar também foram elevadas e, historicamente, o dólar mais caro tende a gerar pressão inflacionária no país. "As duas coisas podem se compensar e nesse caso o BC manteria o ritmo (de ajuste do juro), afirmou hoje em conversa com a imprensa.

As indicações das tesourarias apontam para uma taxa de câmbio de R$ 1,74 no final deste ano e de R$ 1,82 em dezembro de 2009. Na pesquisa de julho essas estimativas eram de R$ 1,63 e de R$ 1,73, respectivamente.

O levantamento mostra também que, 91,30% das respostas dos bancos apontam para um aumento de 0,50 ponto percentual da taxa Selic no próximo encontro do Copom, nos dias 28 e 29 de outubro. Para a última reunião do comitê neste ano, as opiniões ainda não mostram tanto consenso, pois 60% apostam em alta de 0,50 ponto percentual da Selic, mas outras 30,43% das respostas apontam para a possibilidade de uma diminuição de 0,25 ponto percentual, o que marcaria o fim do ciclo de aperto monetário.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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