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Bancoop: explicações de Vaccari são #145;cínicas #146;, afirma advogado

O advogado Paulo Chiecco Toledo afirmou que são cínicas as explicações do tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop João Vaccari Neto sobre as investigações realizadas pelo promotor de Justiça José Carlos Blat. Atacam o representante do Ministério Público no caso do inquérito criminal, culpam os cooperados pelo não-pagamento dos aportes, atacam o Hélio Malheiros, testemunha ocular do caso, mas não explicam os saques na boca do caixa de milhões de reais e as obras superfaturadas realizadas por empresas criadas pelos próprios diretores, o que é ilícito e antiético, declarou o advogado , ele próprio comprador de um apartamento da Bancoop que nunca saiu do chão no empreendimento Altos do Butantã.

Agência Estado |

Malheiros, a quem Chiecco se refere, é irmão de Luiz Malheiro, antecessor de Vaccari na presidência da Bancoop. Em depoimento ao Ministério Público, Hélio revelou desvio de recursos para campanhas do PT.

O advogado indignou-se com a versão de Vaccari em entrevista ao Estado, na qual o ex-presidente da Bancoop rechaçou as acusações da promotoria. "O que se depreende desse imbróglio todo criado pelas diretorias da Bancoop, desde a sua criação, pelo sr. Ricardo Berzoini, Vaccari e demais membros do Sindicato dos Bancários, até a presente crise aguda que vive a cooperativa, é saber que essas pessoas que deveriam ter alta responsabilidade, trabalhando com a poupança das pessoas, e que exercem lideranças a nível nacional, não dão bom exemplo à sociedade."
Para o advogado "não é crível que essas lideranças não tenham tido o descortino e a percepção de que não poderiam administrar a cooperativa como uma cosa nostra, ou uma empresa privada de propriedade deles, sabendo-se que se tratava da poupança alheia, de uma cooperativa habitacional".

Ele adquiriu o imóvel de 60 metros quadrados de uma amiga, em 2005, para investimento. As obras estavam paralisadas. A previsão era que o apartamento fosse entregue em agosto de 2006, mas nem saiu da planta. "Lembro-me de uma reunião, em maio de 2006, um grupo de pessoas com Vaccari na sede do Sindicato dos Bancários. Compareci como advogado e investidor do empreendimento que foi repassado em 2009 para a OAS, via acordo judicial. Vaccari abriu a reunião dizendo que quem tinha proposto a paralisação dos pagamentos, via notificação extrajudicial, devia ser preso. Todos ficaram boquiabertos com aquela reação."

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