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A crise financeira internacional teve um papel decisivo na decisão do banco suíço UBS de vender sua filial brasileira Pactual. Com a retomada dos lucros, o mercado brasileiro voltou a interessar.

A crise financeira internacional teve um papel decisivo na decisão do banco suíço UBS de vender sua filial brasileira Pactual. Com a retomada dos lucros, o mercado brasileiro voltou a interessar. Quando o Pactual foi comprado em 2006 por US$ 2,5 bilhões, o UBS insistia que a aquisição era uma estratégia do banco para ampliar sua presença em mercados emergentes, o mesmo argumento utilizado agora para a nova aquisição. Mas sua venda em 2009 e a saída do Brasil acabaram se transformando em uma das primeiras medidas do ex-CEO, Oswald Gruebel, de reduzir o tamanho do banco e diminuir a exposição ao risco. O UBS vinha sofrendo uma hemorragia sem precedentes, com a fuga de correntistas. Em menos de dois anos, demitiu quase 19 mil pessoas e teve de ser socorrido pelo Estado suíço. Há duas semanas, porém, o banco anunciou o maior saldo positivo em suas contas em três anos, e certamente o melhor resultado desde a eclosão da crise. O UBS registrou lucro de US$ 2,3 bilhões. A fuga de capitais também diminuiu. No primeiro trimestre, o banco perdeu "apenas" US$ 17 bilhões de seus correntistas. No final de 2009, a fuga de capitais foi de mais de US$ 50 bilhões.

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