Rio de Janeiro, 2 dez (EFE).- O banco sul-africano FirstRand Limite desistiu, devido à crise internacional, do projeto com o qual pretendia associar-se ao Banco do Brasil (BB) para oferecer créditos para a compra de automóveis no mercado brasileiro.

O Banco do Brasil, em uma nota enviada hoje aos mercados, informa que recebeu uma comunicação da instituição sul-africana sobre sua "opção de não prosseguir na criação de um banco múltiplo para atuar no mercado brasileiro de financiamento e arrendamento de veículos".

Diante disso, acrescenta o comunicado, ambas as partes decidiram cancelar o acordo.

A criação da entidade financeira conjunta tinha sido anunciada no final de julho, pouco antes do agravamento da crise financeira internacional.

O FirstRand também diz, em sua página na internet, que a atual conjuntura internacional impede prosseguir com o projeto.

A produção e venda de veículos no Brasil, que até setembro vinha alcançando recordes históricos, sofreu uma forte queda a partir de outubro e já obrigou várias firmas instaladas no país a conceder férias coletivas a seus empregados ou a paralisar provisoriamente linhas de fabricação.

As revendedoras de veículos informaram ontem que as vendas caíram 23,44% em novembro, em relação ao mesmo mês de 2007, devido às restrições de crédito e à falta de confiança do consumidor.

O projeto de criação da financeira conjunta "estava sob a análise dos órgãos reguladores do Brasil e da África do Sul, pelo que até agora não haviam sido feitos investimentos na sociedade", especifica o comunicado do Banco do Brasil.

Portanto, o cancelamento do projeto "não implica custos para as partes", acrescenta a nota.

O FirsRand, com mais de 40 anos, é líder no mercado de crédito para compra de veículos na África do Sul, com uma participação próxima a 40% deste mercado.

O projeto do Banco no Brasil era de se associar para começar a operar no primeiro semestre de 2009 e ficar entre as três maiores financeiras de automóveis em 2016.

A criação do banco exigiria um investimento de ambas as partes próximo a R$ 1,3 bilhão em dois anos. EFE cm/jp

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