BRASÍLIA - O Banco que repassar recursos tomados em leilões de moeda estrangeira do Banco Central (BC) direcionados ao financiamento de exportação (ACC) passa a ser o responsável pela análise do risco de crédito da empresa tomadora. A mudança foi aprovada nesta quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), após a autoridade monetária reconhecer que estava criando uma dificuldade desnecessária. O estoque dessas linhas, até agora, está em US$ 6,3 bilhões.

A regra anterior determinava que o repasse dos dólares só poderiam ser feitos a empresas classificadas nos três primeiros níveis (AA, A e B), ou seja, top de linha, mas da central de risco de crédito (SCR) do BC.

Só que os bancos não têm acesso à classificação do SCR, podendo acessar apenas a quais instituições financeiras a exportadora deve.

Portanto, os bancos estavam dependendo da fiscalização do BC para obter tais informações. Agora, o CMN determinou que o repasse poderá ser feito a empresas que se enquadrem nos três primeiros níveis, com base na classificação de risco de crédito do banco que faz o empréstimo dos dólares.

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