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Banco Mundial reitera que crise fará 20 milhões de novos pobres

Lima, 4 nov (EFE).- Pelo menos 20 milhões de novos pobres surgirão no mundo em conseqüência da crise financeira internacional, reiterou hoje em Lima o diretor-executivo do Banco Mundial (BM), o salvadorenho Juan José Daboub.

EFE |

"Devido ao que acontece com o tema de alimentos, combustível e a situação financeira espera-se que o crescimento em nível global se reduza entre 1% e 2%, e, a cada ponto percentual que se reduz o crescimento econômico, são 20 milhões de novos pobres que aparecem", disse Daboub.

Após se reunir com o presidente peruano Alan García para abordar a crise financeira, o executivo do BM acrescentou em entrevista coletiva que é "muito importante ter a mão firme no governo" para enfrentar esta crise, que afetará em maior ou menor medida todos os países do planeta.

Daboub também ratificou que o BM prevê que a região crescerá 6,5% no próximo ano e afirmou que o Peru está preparado para enfrentar a crise e ao mesmo tempo atrair investimentos nacionais e estrangeiros para que gerem empregos e reduzam a pobreza.

Ele explicou que atualmente a ajuda do BM ao Peru tem "componentes vinculados ao investimento na área social e a criação de instrumentos preventivos perante a situação econômica mundial".

Nessa mesma entrevista coletiva, o ministro peruano de Economia, Luis Valdivieso, assinalou que a política do Executivo é "manter o crescimento econômico alto e a inflação baixa", assim como "continuar o projeto de reduzir a pobreza para chegar aos objetivos estabelecidos para 2011".

O Peru registra crescimento econômico sustentado desde 2001, que no ano passado foi de quase 9%, mas a inflação acumulada até outubro subiu para 5,94%, quase o dobro da meta estabelecida pelo Governo para 2008, enquanto a pobreza segue afetando quase 40% da população.

Por outro lado, Daboub destacou que a próxima cúpula do Fórum de Cooperação Econômica do Ásia Pacífico (Apec), que será realizada em Lima em novembro, servirá para "dialogar e (possivelmente) encontrar um acordo de como conduzir a situação econômica mundial e de como cooperar juntos" no contexto da crise.

"Esperamos que (os líderes de Apec, entre eles os presidentes de EUA, Rússia, China e Japão) cheguem a acordos que facilitem os países que possam estar em uma posição mais frágil a passar adiante", afirmou o diretor-executivo do BM.

Daboub está no Peru em visita oficial que também o levará à cidade nortista de Trujillo para participar, amanhã e depois, de uma reunião dos ministros de finanças do Apec, bloco que representa quase a metade do comércio mundial e cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. EFE watt/jp

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