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Banco Mundial refaz cálculo e diz que 1,4 bi de pessoas vive abaixo da linha de pobreza

O Banco Mundial criou uma nova linha internacional da pobreza e fez um alerta: o combate contra a pobreza será mais difícil do que os governos esperavam. Em um novo estudo, publicado nesta terça-feira, a entidade alerta que 1,4 bilhão de pessoas no planeta vive com menos de US$ 1,25 por dia (dados de 2005).

Redação com agências |


Salvo a China, que vem conseguindo resultados positivos no combate contra a pobreza, o mundo continua vendo um aumento no número de miseráveis nos últimos 25 anos, inclusive na América Latina. Até mesmo a Índia, que alegava ser um exemplo de crescimento, demonstra ter um número maior de pobres hoje que em 1981, em termos absolutos.

O recálculo da linha da pobreza foi feito a partir de novos dados obtidos pelos economistas do banco e que chegaram à conclusão de que a antiga medida de pobreza - US$ 1,00 - não era adequada para avaliar a situação da humanidade. Para a entidade, a elevação da linha da pobreza para US$ 1,25 reflete de forma mais adequada a realidade das populações. A nova medida foi feita com base em estudos que há três anos estão sendo feitos pelos economistas do Banco Mundial. Um número maior de pessoas em 116 países foi entrevistado para que a entidade determinasse a nova linha da pobreza.

"Essas novas estimativas são um grande avanço nas medições da pobreza, porque se baseiam em dados de preços muito melhores, garantindo que as linhas de pobreza sejam comparáveis em todos os países", disse Martin Ravallion, diretor do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento do Banco Mundial.

O resultado das condições de vida de cada população chocou até mesmo os especialistas. Agora, um em cada quatro habitantes dos países em desenvolvimento devem ser considerados como pobres. Seguindo esse mesmo cálculo, existiam 1,9 bilhão de pessoas em situação de pobreza em 1981.

Já pelos cálculos antigos (que consideravam US$ 1,00 como medida de pobreza), o número de pobres era de 1,5 bilhão de pessoas em 1981, e seria de 985 milhões de pessoas em 2005. "As estimativas sobre os preços e renda comprovaram que esses números de quantidade de pobres eram muito baixos", afirmou o banco em um comunicado. Segundo os especialistas, o novo cálculo é baseado na linha de pobreza dos 20 países mais miseráveis do mundo, entre eles Etiópia.

Metas

Embora tenha aumentado a quantidade global de pobres, o economista-chefe do Banco Mundial, Justin Lin, acha que ainda será possível alcançar a meta estabelecida pela ONU de reduzir à metade o número de pobres até 2015, em comparação a 2000.

Os novos dados, porém, mostram que não há espaço para complacência, e que os países doadores precisam manter suas promessas de ampliar a ajuda ao desenvolvimento.

Segundo Justin Lin, é preciso atenção especial à África Subsaariana. Ali, ao contrário do resto do mundo, a taxa não caiu nos últimos 24 anos, quando se aplica a nova linha de pobreza.

Em 2005, metade da população subsaariana vivia com menos de
US$ 1,25 dólar, assim como em 1981. Devido ao aumento populacional, o número total de pobres da região saltou de 200 para 380 milhões nesse período.

Em outras regiões, por outro lado, houve declínio nas taxas de pobreza. No Leste Asiático (China incluída), a redução foi de quase 80% em 1981 para 18% em 2005 - no período, essa deixou de ser a região mais pobre. Na China, o número total de pobres caiu de 835 milhões em 1981 para 207 milhões.

No Sul da Ásia, a taxa de pobreza pelos novos padrões caiu de 60% para 40%, mas o avanço foi contrabalançado pelo crescimento populacional, e o número total ficou em 600 milhões. Na Índia, a taxa caiu entre 1981 e 2005 (de 60% para 42%), mas o número total de pobres cresceu (de 420 para 455 milhões).

O Banco Mundial lembrou que países mais desenvolvidos têm linhas de pobreza mais elevadas, e que em casos como América Latina e Leste Europeu o mais adequado seria considerar como pobres os que vivem com menos de US$ 2 por dia.

Com informações da Reuters e da Agência Estado

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