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Banco Mundial: emergentes se aproximam de zona de risco

Por Lesley Wroughton WASHINGTON (Reuters) - Os países em desenvolvimento estão entrando em uma nova zona de perigo, enquanto a crise financeira se espalha para suas economias, de acordo com um documento preparado pelo Banco Mundial para o encontro dos ministros das Finanças do G20 neste final de semana.

Reuters |

O documento do Banco Mundial, que será apresentado na reunião no Brasil, informou que os países em desenvolvimento enfrentam riscos maiores a partir da queda das exportações, do investimento e das piores condições de crédito.

Países emergentes, como a China e a Índia, mostraram-se protegidos num primeiro momento da crise que começou nos Estados Unidos e se espalhou rapidamente pela Europa. Mas economistas reduziram agora suas projeções de crescimento para quase todos os países em desenvolvimento, incluindo China, Rússia, Brasil e México.

Esse fato poderia reverter o progresso atingido na redução da pobreza em muitos desses países, informou o Banco Mundial, chamando a atenção das nações ricas em relação a que esse não é o momento de reduzir a ajuda aos países pobres.

O Banco avaliou que os países que dependem de exportações, remessas enviadas por trabalhadores migrantes e investimento estrangeiro são mais vulneráveis ao declínio econômico.

A instituição identificou 20 nações em desenvolvimento que tiveram as economias mais fortemente atingidas. Sem especificar nomes, o Banco Mundial informou que sete dessas nações estão na Europa e na Ásia Central e oito na América Latina.

Nas últimas semanas, o enfraquecimento da demanda global, pressionou acentuadamente os preços de alimentos e combustíveis para baixo, mas o Banco Mundial informou que os preços ainda estão altos quando comparados a alguns anos atrás, obrigando os governos a gastar mais para alimentar sua população.

O Banco Mundial avaliou que será difícil para alguns governos recuperarem as perdas após quase um ano de preços muito altos.

"Os declínios recentes nos preços de alimentos e combustíveis não implicam que as pressões e os problemas tenham desaparecido", segundo o Banco. "Para os muito pobres, reduzir o consumo de níveis que já eram muito baixos, mesmo por um período curto, pode ter consequências consideráveis no longo prazo."

Além disso, os pobres agora têm que enfrentar as repercussões do crescimento econômico desacelerado.

Os países exportadores de commodities, que lucraram com o aumento dos preços, enfrentam agora lucros mais baixos por conta do acentuado declínio dos preços.

Enquanto isso, o investimento em países em desenvolvimento, alicerce de seu crescimento econômico, caiu como consequência dos problemas no mercado global de crédito.

"Existe o risco de que o investimento nos países em desenvolvimento possa ser dirigido por uma tempestade perfeita", avaliou o Banco.

A menos que os mercados de crédito descongelem rapidamente, as consequências para os países em desenvolvimento podem ser severas, mesmo para os setores financeiros mais fortes, que vão encontrar dificuldades em tomar empréstimos ou podem relutar em realizá- los.

Até mesmo os países mais pobres, que não estão bem integrados no sistema financeiro global, serão afetados pela queda na demanda por exportações, nas remessas de valores e pelos preços de commodities mais baixos, avaliou o Banco.

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