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Banco Mundial concorda com maior participação de países emergentes em decisões internacionais

São Paulo - As demandas dos países emergentes por mais participação em instâncias multilaterais de decisão encontrou respalto no discurso do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, na reunião do G20 em São Paulo.

Agência Brasil |

Zoellick concordou que é preciso dar mais voz ao mundo em desenvolvimento nas instâncias multilaterais e, em entrevista após o fim dos trabalhos de ontem (8), usou os mesmos argumentos do grupo de países chamado Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para defender sua posição. 
 
"Precisamos modernizar os sistemas multilaterais para dar mais importância às vozes dos países em desenvolvimento, como o Brasil", afirmou. "Acredito que, nos próximos dois anos, vamos ver mudanças reais no sistema global", previu. 
 
Os Brics haviam proposto na última sexta-feira (7), às vésperas do encontro anual do G20 financeiro, a reforma de instituições multilaterais para que elas reflitam as mudanças estruturais na economia mundial e o papel cada vez mais importante desempenhado pelos mercados emergentes.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a propor um novo Bretton Woods, frisando a caducidade das instituições criadas nos anos 40 para regular a política econômica internacional. Realizada nos anos 40, a conferência de Bretton Woods foi a primeira grande reunião entre países desenvolvidos para o estabelecimento de uma ordem financeira e monetária mundial.
 
Ontem, Zoellick repetiu o discurso de Mantega com todas as letras. "Em 1944, os arquitetos do Sistema Bretton Woods aproveitaram o momento para construir mudanças para o futuro e acredito que não devemos ser menos ambiciosos agora."
 
A reforma do próprio Banco Mundial ¿ criado nos anos 40 com o Fundo Monetário Internacional ¿ está hoje sobre a mesa dos países membros. No mês passado, já houve consenso quanto à criação de uma cadeira adicional para a África Subsahariana na diretoria executiva do grupo.

Os sócios também  aceitaram elevar a participação dos países em desenvolvimento na instituição para 44%, com prioridade para os países de baixa renda. "Precisamos melhor alinhar nossa governança com a realidade do século 21", justificou o presidente do grupo.
 
A reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) também está na pauta dos países emergentes e, segundo Zoellick, foi debatida pelos ministros de economia e presidentes de bancos centrais do G20 financeiro.
 
Indagado se ele e os integrantes do G20 concordariam com a ampliação do G8 - que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo ¿ Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá ¿ mais a Rússia, Zoellick disse que há um senso comum de que as instituições precisam de um "correto mix" de países para serem capazes de solucionar problemas com eficácia.

O presidente do Banco Mundial afirmou, inclusive, acreditar que a ampliação do G8 possa ganhar força no próximo ano, com a presidência rotativa do grupo nas mãos da Itália. Mas ele disse que prefere não separar o mundo em grupos como G8 e Brics e ressaltou as diferenças econômicas entre Brasil, Rússia, Índia e China. "Sinceramente, em vez de ter o grupo do G7, o grupo dos Brics, provavelmente o melhor será ter todos engajados, juntos."

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