Representantes dos 186 países-membros do organismo estão reunidos na capital americana na assembleia anual conjunta do FMI e do BM

O Banco Mundial (BM) aprovou neste domingo o aumento em 3,13 pontos percentuais do peso dos países emergentes no organismo, para 47,19%, assim como uma ampliação de capital de US$ 5,1 bilhões, disseram à "Agência Efe" fontes próximas às negociações.

Do capital pago de US$ 5,1 bilhões, um total de US$ 1,6 bilhão é o que o organismo define como "capital seletivo", relacionado com a transposição de poder, já que os países que recebem maior peso terão que fazer também uma contribuição extra.

O Banco Mundial não ampliava seu capital há 20 anos. Os países em desenvolvimento solicitavam há tempo uma reforma na estrutura de poder do FMI e do BM que ofereça um melhor reflexo do peso atual das economias emergentes.

De fato, o G-24, que agrupa a países em desenvolvimento, pediu esta semana que a reforma no Banco Mundial lhes outorgasse 50% do poder de voto no seio da instituição. "Esperamos que para 2015 tenhamos a paridade", disse em entrevista coletiva esta semana o representante do Brasil na reunião, Rogério Studart. O Grupo dos 20 (G20, os principais ricos e emergentes), que agrupa aos principais países desenvolvidos e em desenvolvimento, solicitou em setembro durante uma reunião de chefes de Estado na cidade americana de Pittsburgh que os países ricos transferissem pelo menos 3% às nações em desenvolvimento no Banco Mundial. No FMI essa transposição deveria de ser do pelo menos cinco pontos percentuais.

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