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Banco Lehman Brothers maquiou contas antes de entrar em colapso em 2008

Nova York, 12 mar (EFE).- Um relatório requisitado pelo tribunal de quebras de Nova York afirma que os responsáveis pelo banco de investimentos Lehman Brothers maquiaram suas contas para mascarar sua real situação, diz hoje o jornal New York Times.

EFE |

O documento conta com mais de duas mil páginas e foi elaborado a pedido da corte pelo auditor Anton Valukas. O texto assinala que o Lehman Brothers, que declarou quebra em 2008, escondeu seus problemas econômicos de investidores, entidades reguladoras e agências de classificação de riscos.

Em diversas ocasiões, os responsáveis pelo banco utilizaram um mecanismo contábil para evitar que suas contas refletissem os US$ 50 bilhões em ativos problemáticos. A intenção era fazer com que o banco se mostrasse em plena forma.

Segundo o relatório, o Lehman Brothers alterou as contas "pelas costas dos investidores, das agências de classificação de riscos, das autoridades reguladoras e da junta diretora" com a aprovação do presidente e executivo-chefe do banco, Richard Fuld, em um ato "de flagrante negligência".

O documento detalha como os executivos do Lehman Brothers fizeram "para manipular as contas de maneira consciente" em um processo conhecido dentro da empresa como "Repo 105". Há registro de que a maquiagem já havia sido utilizada em 2001, sete anos antes de o banco quebrar.

Segundo Valukas, Fuld ordenou que seus executivos reduzissem os níveis de dívida da entidade. A proeza foi realizada, aparentemente, por meio da aplicação do mecanismo "Repo 105" em diversas ocasiões.

As ações foram feitas sob a supervisão de pelo menos três diretores financeiros diferentes: Christopher O'Meara, Erin Callan e Ian Lowitt.

O relatório afirma que as ações tiveram como efeito fazer com que o nível da dívida que finalmente acabou com a entidade ficasse escondido "artificial e temporariamente" para conseguir "certos objetivos, apresentando um banco mais saudável do que era realmente".

O documento completo não deixa claro se estas ações violaram as leis sobre transações de ações, mas, segundo o "New York Times", sugere provas suficientes para que possam ser apresentados processos civis contra os responsáveis do banco.

O jornal também publicou um comunicado emitido por um advogado de Fuld, no qual o executivo assegura que o ex-presidente do banco "desconhecia o que eram essas transações e não as estruturou nem negociou, nem era consciente do tratamento que estava sendo dado às contas da entidade". EFE dvg/pb/bba

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