Bruxelas, 17 dez (EFE).- O diretor-geral do BNP, Baudouin Prot, advertiu que se não puder entrar no capital do Fortis agora irá se retirar, em declarações publicadas hoje pela imprensa belga.

Nestes termos, Prot explicou que considerando a incerteza em torno do dossiê Fortis, não será fácil convencer os acionistas do grupo francês a retomarem o processo de aquisição.

O Tribunal de Apelação de Bruxelas decidiu na última sexta deter o processo de fragmentação e venda do Fortis até que se pronuncie um grupo de acionistas minoritários que não foi consultado pelos Governos de Bélgica, Holanda e Luxemburgo quando, em outubro, tomaram as decisões para tentarem solucionar os problemas financeiros da entidade.

Na última segunda, um conselho de ministros restrito decidiu recorrer da sentença deste Tribunal e nesta sexta acontecerá uma assembléia geral extraordinária de acionistas para decidir se o grupo deve continuar operando ou optar pela dissolução.

O diretor-geral do BNP espera poder fechar um acordo com o Fortis antes da próxima sexta com o objetivo de alcançar uma parte significativa do capital da entidade, assim como algum posto em seu conselho de administração.

O grupo Fortis, por outro lado, publicou hoje informações sobre como lhe afeta a decisão do Tribunal de suspender durante 65 dias as decisões de desmembramento e venda.

Concretamente, afirmou que entranha modificações como a consolidação de seu ramo de seguros, pelo menos provisoriamente, e a exclusão do grupo da entidade de créditos estruturados, enquanto o acordo com o BNP Paribas e o Estado belga continuarem suspensos.

Além disso, o Fortis afirma que seus resultados para o terceiro trimestre passam de um prejuízo de 135 milhões de euros para um lucro de 152 milhões de euros. EFE mrn/fal

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