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Banco do Brasil compra 49,9% do Votorantim, por R$ 4,2 bilhões

São Paulo, 9 jan (EFE).- O Banco do Brasil (BB) adquiriu 49,9% do controle acionário do banco Votorantim, por R$ 4,2 bilhões, anunciou hoje o ministério da Fazenda.

EFE |

O BB assinalou em comunicado que o negócio está sujeito à aprovação definitiva por parte do Banco Central (BC) e que o ministro Guido Mantega dará mais detalhes da operação hoje mesmo.

Mantega destacou que o acordo permitirá um aumento no crédito para o financiamento de veículos, especialmente de automóveis usados, pois, com esta operação, o BB espera aumentar sua participação neste segmento de financiamento, que é discreta em relação a seus principais concorrentes.

O Votorantim tem uma bolsa de R$ 17,9 bilhões no mercado de compra e venda de automóveis, na maioria usados.

Para Mantega, a fusão "fortalece a competição no mercado financeiro brasileiro"; ele disse que o objetivo principal da associação não é transformar o BB no primeiro banco do país, "mas ter uma instituição forte da economia brasileira".

O acordo foi rapidamente fechado, graças a uma lei sancionada no ano passado pelo Governo que facilita a participação dos bancos federais no capital e investimentos de instituições privadas bancárias e do setor da construção para enfrentar a crise.

O Banco Votorantim, da família Ermírio de Moraes, é a sétima instituição bancária do Brasil, com 3 milhões de clientes, e braço financeiro do Grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados econômicos do país com destaque no setor de cimento e de produção de papel e celulose.

O controle será partilhado pela família Ermírio de Moraes, que tem um percentual mínimo do capital votante, e o BB.

"Não estamos fazendo nacionalizações, o banco Votorantim seguirá com seus mesmos diretores. Haverá uma gestão compartilhada", ressaltou Mantega.

O BB pagará R$ 3 bilhões em ações ordinárias do Banco Votorantim e R$ 1,2 bilhão na em novas ações preferenciais.

Em novembro, o Banco do Brasil, que é federal, comprou a Nossa Caixa do Governo do estado de São Paulo, por R$ 5,386 bilhões. EFE wgm/jp

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