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A economia francesa vai recuar 0,7% no quarto trimestre, anunciou nesta sexta-feira o banco central, em uma previsão que forçará aumentar a vigilância dos planos do presidente Nicolas Sarkozy para evitar a recessão.

O PIB (Produto Interno Bruto) francês cairá 0,7% no quarto trimestre, segundo o Banco da França em suas estimativas publicadas nesta sexta-feira, após sua pesquisa mensal sobre a conjuntura, que prevê um crescimento de 0,8% para o conjunto do ano 2008.

A evolução do PIB para o quarto trimestre foi revisada em baixa (-0,2%), em relação à primeira estimativa, publicada há um mês.

O Banco da França também revisou em baixa a previsão de crescimento anual, que estava em 0,9%.

No terceiro trimestre, o PIB francês cresceu apenas 0,1%, evitando por pouco a recessão, depois de um segundo trimestre de crescimento negativo.

"Pode-se ver claramente que as economias tendem à desaceleração. Evidentemente, é preocupante. Por isso, os Estados estão tão mobilizados", declarou a uma rede de televisão o ministro francês do Orçamento, Eric Woerth, prevendo um ano de 2009 "muito difícil".

Em novembro, a atividade industrial continuou diminuindo, mais particularmente nos setores automobilístico e de bens intermediários, segundo empresários consultados pelo Banco central francês.

"Em geral, as previsões dos empresários para os próximos meses continuam orientadas para baixo", destacou o Banco central em um comunicado.

"O setor automobilístico continua em dificuldades e sua atividade continua se retraindo", tanto entre os construtores como entre os fabricantes de equipamentos, indicou o Banco central.

Ao contrário, a produção não variou em novembro no setor de bens de consumo e inclusive espera uma leve aceleração da atividade a curto prazo.

No setor agrícola e no de alimentos, a produção aumentou ligeiramente em novembro e o "crescimento da atividade deve continuar a um ritmo moderado nas próximas semanas", segundo previsões do Banco central.

Em outros ramos, em novembro, a atividade caiu nitidamente nos serviços comerciais.

No comércio varejista, a atividade aumentou um pouco em novembro, mas acompanha o contexto geral de baixa.

A tudo isso, soma-se um déficit que chegará a 3,9% do PIB no próximo ano, muito acima do limite de 3% autorizado por Bruxelas, o que deixa a França com estreitas margens de manobra para uma nova retomada econômica.

bur/feff/lm