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Atenas, 27 abr (EFE).- O Banco da Grécia advertiu hoje que a dívida pública do país seguirá crescendo dos atuais 115% do Produto Interno Bruto (PIB) até os 130% em 2014, data na qual o endividamento começará a se estabilizar.

Atenas, 27 abr (EFE).- O Banco da Grécia advertiu hoje que a dívida pública do país seguirá crescendo dos atuais 115% do Produto Interno Bruto (PIB) até os 130% em 2014, data na qual o endividamento começará a se estabilizar. Em um relatório emitido em Atenas, o banco emissor revisa também para baixo o crescimento econômico do país em 2010 e prevê que o PIB sofra uma contração de 2%, a mesma que em 2009. Em geral, as previsões macroeconômicas do relatório, assinado pelo governador da instituição, Yorgos Provopulos, são pouco encorajadoras. Com relação à dívida, o principal fator de pressão à economia, o documento reconhece que apesar de outros países também terem altos números de déficit e dívida, essas nações "são capazes de financiar seus déficits, principalmente com a economia interna". Pelo contrário, a taxa de economia da Grécia representa 5% do PIB, devido ao enorme déficit fiscal do país e ao "rápido crescimento do consumo interior nos últimos anos". Assim, o relatório admite que a dívida pública "não pode ser financiada com recursos próprios", o que levou ao aumento da dívida externa. Provopulos se refere a um "perigoso círculo vicioso", no qual a dívida externa e o déficit público se "retroalimentam". Para superar essa situação, o banco emissor aposta em uma reforma de todo o sistema produtivo, um aumento das exportações, a reforma do mercado de trabalho e "a redução da burocracia, a erradicação da corrupção e a modernização da Administração pública". Em sua análise, o Banco aplaude a política de redução do gasto público e a decisão do Governo de solicitar a aplicação do mecanismo de resgate desenhado pela zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) por um total de US$ 45 bilhões de euros. Nesse sentido, a entidade emissora pede ainda mais esforço poupador. "Para reverter definitivamente às tendências negativas, temos de superar a nós mesmos e surpreender os mercados", indica o relatório. EFE Afb-as/dm
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