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Banco da Espanha alerta que crise chegou com intensidade à América Latina

Madri, 31 out (EFE).- A crise financeira internacional chegou com intensidade e totalmente aos mercados latino-americanos, que provavelmente no final deste ano, e com certeza em 2009, terão um ponto de inflexão que levará à mudança nas previsões sobre o crescimento econômico na região, segundo o Banco da Espanha (autoridade monetária).

EFE |

Em seu boletim do mês de outubro, publicado hoje, o Banco da Espanha evidencia que a atividade industrial na América Latina "reduziu", e as perspectivas para os próximos meses apontam para uma "moderação de crescimento", com "riscos em baixa muito mais intensos que há seis meses".

O Banco da Espanha destaca que, apesar de, no primeiro semestre, o crescimento da economia latino-americana ter sido superior a 5%, países como Argentina, México, Colômbia e Venezuela experimentaram uma desaceleração do crescimento de suas economias, com quedas de até 1 ponto no aumento do PIB mexicano.

A autoridade monetária afirma que esta "correção" no crescimento se deve à queda do preço das matérias-primas, principalmente do petróleo e dos alimentos, o que tinha impulsionado o crescimento na região desde 2002.

Também atribui a correção à "intensificação" das tensões financeiras internacionais.

O Banco da Espanha acredita que a deterioração dos principais indicadores financeiros na região registrados desde meados do ano, com quedas de até 40% em várias das principais bolsas, pode afetar a confiança e o crescimento real.

Adverte que isso poderia "intensificar os sintomas de mudança de ciclo", assim como condicionar a política econômica dos Governos da América Latina nos próximos meses.

Além disso, especifica que, embora houvesse um endurecimento destas políticas monetárias, seria "difícil" que a inflação "retorne para seus objetivos" de maneira imediata.

Lembra também que a taxa anualizada de inflação ficou em 8,6% até agosto, como média das sete principais economias da região, o máximo dos últimos cinco anos.

Outra causa da deterioração no crescimento da economia latino-americana indicada pelo documento tem a ver com a saída de capital estrangeiro das economias desenvolvidas, que tentam atenuar a falta de liquidez em seus mercados.

Apesar de a demanda interna continuar sendo o motor do crescimento da economia latino-americana, a demanda externa continua contribuindo negativamente para o PIB, com pouco mais de dois pontos nos seis primeiros meses do ano.

Do lado positivo, o documento do Banco da Espanha indica como forças desta região uma demanda interna assentada, posições fiscais saneadas, taxas de câmbio flexíveis em muitos países e uma melhor composição do endividamento, assim como grandes reservas. EFE rdm/an

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