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Nova York, 26 mar (EFE).- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ressaltou hoje em Nova York o compromisso da instituição em conseguir que sejam cumpridas as metas de inflação do Governo, um dia antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para discutir a taxa básica de juros.

Nova York, 26 mar (EFE).- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ressaltou hoje em Nova York o compromisso da instituição em conseguir que sejam cumpridas as metas de inflação do Governo, um dia antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para discutir a taxa básica de juros. "O Banco Central está comprometido com as metas de inflação", manifestou Meirelles durante sua apresentação ao inaugurar um fórum sobre as perspectivas econômicas e de investimento no Brasil, promovido pela Câmara de Comércio Brasileiro-Americana. Os economistas preveem que o banco eleve nesta semana a taxa básica de juros Selic, que está em 8,75%, após diversas reduções realizadas no ano passado para enfrentar o aumento da inflação desde o início deste ano devido à forte demanda interna. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março ficou em 5,17%. Os economistas preveem um número inclusive superior para o conjunto do ano, acima do objetivo de 4,5% estabelecido pelo Governo. Essa evolução intensificou nos últimos dias as expectativas de que o Banco Central eleve os juros básicos esta semana, mas os economistas não mostraram consenso sobre se a alta poderia ser de meio ponto percentual ou maior. Meirelles assinalou durante o fim de semana em Washington, onde participou das reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI), que a inflação no Brasil requer uma ação vigorosa para garantir as metas do Governo. Segundo ele, a entidade tomará as medidas necessárias para assegurá-las. No entanto, ele não quis dar mais detalhes hoje sobre a taxa Selic. "Tudo o que tinha para dizer eu disse", respondeu Meirelles a uma pergunta sobre as possíveis ações do Banco Central em sua próxima reunião e sobre as expectativas dos mercados quanto a um possível aumento da taxa de juros. EFE vm/sa
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