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Banco Central flexibiliza depósito compulsório para favorecer o crédito

Rio de Janeiro, 3 out (EFE).- O Banco Central do Brasil anunciou uma flexibilização do depósito compulsório bancário que entrará em vigor a partir de hoje para aumentar a liquidez do mercado interno e evitar a redução do acesso ao crédito, na esteira da crise financeira internacional, informou a autoridade monetária.

EFE |

Com a medida, o sistema financeiro brasileiro terá pelo menos R$ 23,5 bilhões para oferecer ao mercado.

A nova norma permite que as instituições financeiras descontem até 40% do depósito compulsório obrigatório sobre os depósitos a prazo, como títulos de renda fixa, o que lhes permitirá dispor de mais dinheiro para emprestar ao mercado, afirmou o Banco Central, em comunicado.

Esse desconto será possível quando os bancos adquirirem operações de crédito de outras instituições financeiras, o que beneficiará principalmente os bancos de pequeno porte, que assim terão mais dinheiro para emprestar ao público.

Pela norma, aprovada em reunião que terminou à meia-noite da quinta-feira, a entidade que vender operações de crédito deverá ter um patrimônio máximo de R$ 2,5 bilhões.

Segundo o Banco Central, essa medida tem o objetivo de "melhorar a distribuição de recursos no sistema financeiro nacional, em função das restrições de liquidez que foram verificadas no ambiente internacional".

A medida vale para as compras de carteira que forem efetivadas até 31 de dezembro.

Esta é a segunda vez em menos de uma semana que o Banco Central adota medidas para manter o acesso ao crédito no mercado interno.

Antes, o BC tinha dado sinal verde à liberação de R$ 13 bilhões.

A redução das linhas de crédito por causa da crise financeira internacional é uma das principais preocupações do Governo brasileiro, que teme uma queda de liquidez no mercado interno, diante da época natalina.

O Governo também antecipou esta semana o desembolso de R$ 5 bilhões em créditos para a agricultura, a fim de evitar que a próxima colheita seja comprometida.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu na terça-feira problemas dos exportadores para acesso ao crédito e disse que, para resolver essa situação, o Banco Central injetou dólares no mercado interno.

A crise causou uma forte queda do real frente ao dólar, que desde ontem é negociado acima dos R$ 2. EFE joc/an

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