O Banco Central do Brasil iniciou atividades no País em 31 de março de 1965, com a missão de ser o " banco dos bancos". Conforme noticiou o Estado na primeira página, a então Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) seria transformada em Banco Central e passaria a ser "o agente da sociedade na busca da estabilidade do poder de compra da moeda nacional, viabilizando a proteção da poupança nacional, o fluxo de recursos do exterior, o estímulo a novos investimentos e a elevação dos padrões de produção e consumo da sociedade brasileira".

O Banco Central do Brasil iniciou atividades no País em 31 de março de 1965, com a missão de ser o " banco dos bancos". Conforme noticiou o Estado na primeira página, a então Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) seria transformada em Banco Central e passaria a ser "o agente da sociedade na busca da estabilidade do poder de compra da moeda nacional, viabilizando a proteção da poupança nacional, o fluxo de recursos do exterior, o estímulo a novos investimentos e a elevação dos padrões de produção e consumo da sociedade brasileira". Em meados do mês de abril tomaram posse os quatro membros da diretoria. O primeiro presidente da instituição foi Denio Chagas Nogueira. "Esta posse representa uma data histórica na vida financeira da nação", afirmou Nogueira. Antes da criação do Bacen, o Banco do Brasil, além da função de emprestar dinheiro para o setor público, era o principal banco comercial do País e a Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) havia sido criada como agência coordenadora da política monetária. Vencer a inflação. Segundo estudo sobre a criação de um banco central, elaborado pelo Departamento Econômico do Rio de Janeiro, "a criação do Banco Central Brasileiro deve ser realizada como medida de sistematização da estrutura bancária, fazendo do Banco Central um órgão eminentemente técnico que atue como assessor do governo e orientando-o para que alcance os objetivos da sua política econômica", dizia o texto. A criação da nova instituição também foi assunto principal de editorial do Estado. "Podemos afirmar que a nova estrutura constitui um trunfo suplementar para vencer a inflação entre nós, para criar condições de um desenvolvimento equilibrado para realizar um verdadeiro planejamento democrático."
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