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Banco Central atua, mas dólar sobe para R$ 2,501

SÃO PAULO - O Banco Central tentou, mas não conseguiu segurar a alta de preço da moeda norte-americana. Mesmo com o leilão à vista no final do pregão, o dólar comercial fechou o dia negociado a R$ 2,499 na compra e R$ 2,501 na venda, alta de 0,88%.

Valor Online |

As compras se concentraram na última meia hora de pregão, pois, pela manhã, a moeda chegou a cair 3,5%, batendo R$ 2,391 na mínima.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa teve valorização de 0,80%, fechando a R$ 2,50. O giro financeiro somou US$ 132,75 milhões.

Para o gerente de câmbio da TOV Corretora, Reginaldo Siaca, o comportamento do dólar surpreende negativamente, pois as notícias do dia e o comportamento das bolsas aqui e no mercado externo deveriam segurar o preço da moeda em baixa.

O especialista chama atenção para a oscilação de quase 5% entre a máxima e a mínima de preço, volatilidade que dificulta a tomada de posição no mercado. Para ilustrar o que isso significa, Siaca aponta que o exportador que vendeu US$ 1 milhão no começo do pregão perdeu nada menos que US$ 50 mil.

Além disso, o gerente afirma que tem um movimento especulativo muito grande no mercado futuro, com os agentes pressionando o preço e obrigando quem tem compromisso em dólar ir ao mercado proteger suas posições.

Siaca também aponta que o mês de dezembro tem o fator atípico de concentrar grandes remessas de bancos, montadoras e outras empresas, além dos vencimentos normais. Fora isso, ainda existe companhias com derivativos cambiais em aberto, ou seja, são compradores potenciais de moeda. "Por tudo isso, o dólar vai continuar pressionado. O Banco Central teria que ter uma ação mais enérgica", avalia Siaca.

Tomando como base o comportamento recente da moeda, Siaca acredita que o dólar fechará o ano entre R$ 2,30 a R$ 2,50 e deve continuar pressionado no começo de 2009.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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