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Banco Central anuncia injeção de R$ 40 bilhões no mercado

Rio de Janeiro, 13 nov (EFE).- O Banco Central anunciou hoje uma nova medida para injetar capital ao mercado e enfrentar a crise financeira internacional, que permitirá elevar o dinheiro em circulação em R$ 40 bilhões (US$ 18,18 bilhões).

EFE |

Trata-se de uma nova modificação nas regras sobre o depósito compulsório bancário que permite reduzir o total do dinheiro que os bancos têm que deixar depositado no organismo emissor para garantir os depósitos e restringir o dinheiro em circulação.

A medida anunciada hoje em uma nota pelo Banco Central permite que, a partir de 1º de dezembro, os bancos utilizem títulos públicos em lugar de dinheiro para cumprir o depósito compulsório adicional que têm que repassar ao emissor sobre os depósitos de seus clientes em contas correntes, investimentos a prazo e contas de economias.

A medida tem por objetivo aumentar o volume de recursos que os bancos podem oferecer a seus clientes e enfrentar a falta de liquidez e as restrições ao crédito, que se transformaram até agora nos principais problemas provocados pela crise financeira global no Brasil.

De acordo com o Banco Central, a nova regra também visa a reequilibrar os volumes recolhidos em títulos e em dinheiro, que foram alterados com as modificações anteriores ao depósito compulsório bancário, para manter a liquidez do sistema financeiro.

Isso ocorre porque vários bancos, apesar de passaram a contar com mais recursos devido às medidas para liberar o depósito compulsório, preferiram comprar títulos como forma de garantia em meio à crise do que aumentar seus créditos.

As reformas ao depósito compulsório anunciadas pelo Banco Central nas últimas semanas para aumentar a liquidez o permitiram injetar cerca de R$ 56 bilhões (US$ 25,4545 bilhões) no mercado.

Enquanto o depósito compulsório no Banco Central no final de setembro somava cerca de R$ 272 bilhões (cerca de US$ 123,6364 bilhões), no dia 7 deste mês esse valor já havia caído a R$ 215,947 bilhões (cerca de US$ 98,1577 bilhões).

Com a nova medida, o total do depósito compulsório liberado pode somar R$ 100 bilhões (US$ 45,4545 bilhões).

Apesar de inicialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistir que o Brasil estaria a salvo da crise financeira internacional, a restrição ao crédito, principalmente o destinado às exportações e aos investimentos em projetos produtivos, obrigou as autoridades a admitir a gravidade da situação. EFE cm/jp

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