Um dirigente do banco belga KBC rejeitou neste sábado qualquer idéia de crise imediata, após notícias na imprensa de que a instituição pediu ajuda ao Estado.

"Estamos examinando todos os cenários para ver como nos posicionaremos no futuro, mas não se trata verdadeiramente de uma crise para se resolver nas próximas horas", disse Danny De Raymaeker, membro do comitê diretivo do banco, à rede de televisão RTL-TVi.

"Os clientes não têm motivos para se preocupar".

Vários jornais da Bélgica revelaram hoje que o KBC pediu ao Estado belga uma "recapitalização" urgente de 3,5 bilhões de euros e que manteria reuniões durante este final de semana para encontrar uma solução antes da abertura dos mercados, na segunda-feira.

"O governo examinará, junto com os acionistas, que medidas serão necessárias para que o banco possa enfrentar de forma adequada a situação excepcional no mercado financeiro", disse o primeiro-ministro belga, Yves Leterme, à agência Belga.

O KBC é o único banco da Bélgica que ainda não recorreu à ajuda estatal ou de outros estabelecimentos internacionais para enfrentar a atual crise financeira.

abd/LR

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.