Sindicatos rejeitam reajuste de 4,29% oferecido pelos bancos

Bancários reivindicam piso salarial de R$ 2 mil
WILLIAM VOLCOV/NEWS FREE/AE
Bancários reivindicam piso salarial de R$ 2 mil
Os sindicatos dos bancários decidiram entrar nesta quarta-feira em greve nacional por tempo indeterminado. Em assembleias realizadas nesta terça-feira, os sindicatos ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) rejeitaram a proposta de 4,29% de reajuste oferecida pelos representantes dos bancos. Eles exigem 11% de reajuste, além de aumento na participação sobre os lucros, entre outras reivindicações.

Segundo o coordenador do comando nacional de greve, Carlos Cordeiro, a intenção é paralisar as atividades das agências bancárias em todo o País. “Não temos uma previsão de quantas agências deixarão de funcionar, mas a ideia é que a greve aumente gradativamente ao longo dos dias”, afirmou Cordeiro.

“Os bancos tiveram um crescimento nos lucros de 32% no primeiro semestre e só querem repassar o índice de 4,29%, da inflação acumulada pelo INPC”, argumenta. Houve cinco rodadas de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa todas as instituições financeiras, incluindo o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, HSBC e Santander.

Em 2009, a greve dos bancários durou 15 dias. Segundo a Contraf-CUT, 7,2 mil agências tiveram suas atividades afetadas no pico da paralisação.

A categoria reúne 470 mil bancários em todo o Brasil ligado a 130 sindicatos. Os sindicatos da Contraf-CUT informaram que a greve foi aprovada pelos bancários de pelo menos 24 Estados e o Distrito Federal. Na sexta-feira, está marcada uma nova assembleia para avaliar os rumos do movimento.

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