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Balanço de pagamentos tem déficit histórico no primeiro semestre

Rio de Janeiro, 28 jul (EFE).- O Brasil registrou no primeiro semestre do ano um déficit histórico de US$ 17,402 bilhões em seu balanço de pagamentos, que mede o saldo das transações do país com o exterior nas áreas de comércio e serviços, informou hoje o Banco Central.

EFE |

O país não acumulava um déficit tão grande em suas transações com o exterior em termos nominais para um primeiro semestre do ano desde que este indicador começou a ser medido em 1947, segundo o organismo emissor.

O elevado déficit no período analisado contrastou especialmente com o superávit de US$ 2,413 bilhões que o Brasil obteve nos primeiros seis meses do ano passado.

Esse saldo negativo foi provocado principalmente pelo aumento das importações e das remessas de lucro e dividendos enviados pelas empresas ao exterior e pelas despesas recorde dos turistas brasileiros no estrangeiro.

O aumento das exportações e um nível recorde de investimentos estrangeiros não foram suficientes para impedir que a saída de recursos do país superasse as entradas no primeiro semestre.

A previsão do Banco Central é de que o Brasil feche o ano com um déficit de US$ 21 bilhões no balanço de pagamentos, o que seria o pior resultado na história do país.

Segundo analistas, várias multinacionais com subsidiárias no Brasil estão aproveitando os bons resultados no país para enviar recursos a suas centrais e financiar suas perdas no exterior.

"São remessas elevadas vinculadas a setores que não apresentaram bom desempenho no exterior, como o automotor e o financeiro, mas com bons resultados no Brasil", confirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

O déficit na conta de serviços também cresceu por causa dos cerca de US$ 5,5 bilhões que os brasileiros gastaram em viagens ao exterior no primeiro semestre, um número muito superior aos US$ 3,5 bilhões do mesmo período de 2007.

Lopes explicou que esse déficit foi coberto em parte pelo aumento do investimento estrangeiro tanto no setor produtivo como no mercado financeiro.

Os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 16,702 bilhões no primeiro semestre e os destinados ao mercado financeiro chegaram a US$ 13,283 bilhões.

Para Lopes, o saldo negativo na balança de pagamentos não representa nenhum tipo de vulnerabilidade para a economia brasileira, porque equivale apenas a 1,32% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O funcionário afirmou que essa percentagem é relativamente baixa se comparada a de outros países emergentes como a Colômbia, onde o déficit na balança de pagamentos equivale a 4,9% do PIB. EFE cm/ab/rr

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