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Balança deve ter em 2009 o pior resultado desde 1980

A crise financeira internacional poderá produzir em 2009 o pior desempenho da balança comercial brasileira em relação a ano anterior, pelo menos desde 1980, quando a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) iniciou o levantamento desses dados. Segundo a entidade, este ano as exportações deverão somar US$ 163,1 bilhões, com recuo de 17,6% em relação ao ano passado.

Agência Estado |

Já as importações poderão acumular US$ 146 bilhões - queda de 15,7% na comparação com 2008.

A diferença poderá resultar num superávit comercial de US$ 17,1 bilhões, o que representaria queda de 30,8% em relação ao saldo de 2008, também o pior desempenho em 29 anos nesse tipo de comparação. "Essa crise está muito mais rápida do que imaginávamos. Todos pensavam que chegaria ao Brasil só em 2009. Mas a velocidade foi muito maior, atingindo não só o ano de 2008 como todo o ano de 2009", diz o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro.

Segundo ele, os efeitos da crise sobre a balança comercial brasileira só devem arrefecer em 2011. Só então o superávit comercial terá potencial para voltar aos níveis de 2006, quando alcançou US$ 46,4 bilhões, "o melhor de todos os tempos", destaca Castro.

A soma das exportações e importações (denominada "corrente de comércio") este ano, conforme projeção da AEB, poderá ficar em US$ 309 bilhões, o que representaria recuo de 16,7% ante os US$ 371 bilhões do ano passado. Com isso, a participação das compras e vendas externas do País no Produto Interno Bruto (PIB) deve recuar de 29,5%, em 2008, para 24,8% neste ano.

"A queda da participação da corrente de comércio no PIB prevista para 2009 fica dentro dos níveis normais. O desempenho do ano passado é que foi recorde. Só nos anos 50 é que pode ter sido melhor. Depois de 1970, com certeza, nunca chegou a 29,5% do PIB", diz Castro.

O vice-presidente da AEB chama a atenção para uma das grandes incógnitas para este ano, que é o desempenho das vendas externas nos setores de mineração e siderurgia. Segundo as projeções da associação, as exportações de minério de ferro deverão cair 9,9% em 2009, com um volume de vendas de US$ 14,9 bilhões, ante US$ 16,5 bilhões em 2008.

"Temos uma grande incógnita ainda porque vai haver agora a negociação do preço do minério de ferro, que ocorre normalmente até abril. Se houver queda do preço, a receita de exportação pode ser ainda menor", diz Castro. Segundo ele, a AEB vai fazer, em julho, uma revisão de todas as projeções. "Vai depender do cenário internacional", acrescentou o vice-presidente da AEB. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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