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Balança de outubro tem o pior resultado em 7 anos

A crise financeira internacional reduziu a procura por produtos brasileiros, enquanto o dólar mais caro deixou o importador brasileiro mais cauteloso, como mostram dados da balança comercial de outubro, divulgados ontem. O crescimento das exportações e das importações está sendo resfriado, avaliou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Welber Barral.

Agência Estado |

O superávit comercial no mês foi de apenas US$ 1,2 bilhão, o pior resultado para meses de outubro nos últimos sete anos. O valor ainda representa uma queda de 64% pela média diária na comparação com outubro de 2007. No ano, o saldo totaliza US$ 20,85 bilhões, 39,6% a menos que no mesmo período do ano passado, resultado de exportações de US$ 169,37 bilhões e importações de US$ 148,52 bilhões.

Os dados mostram que as operações comerciais do Brasil com o exterior perderam velocidade. Nos meses de outubro, espera-se uma leve queda nas vendas externas e um aumento maior das importações por causa das festas de fim de ano. Nos últimos dois anos, as exportações de outubro tiveram uma queda em torno de 4% em relação a setembro.

Este ano, porém, esse recuo chegou a 7,5%. Essa diferença, segundo o secretário, pode ser explicada pelos efeitos da crise sobre as vendas externas de produtos brasileiros. Por outro lado, nas importações, houve crescimento de 0,2% em outubro na comparação com setembro, enquanto nos anos anteriores houve um crescimento médio entre 2% e 3%.

Mesmo assim, as vendas externas totalizaram US$ 18,51 bilhões, com alta de 17,4% pela média diária (US$ 841,5 milhões), e as importações somaram US$ 17,31 bilhões, uma elevação de 40,3% pela média diária (US$ 786,6 milhões) em relação a outubro do ano passado.

O governo esperava uma expansão maior das importações em outubro, principalmente de produtos não-duráveis, por causa da ceia de Natal. As compras desses produtos subiram 11,7% em relação a outubro de 2007 e caíram 13,4% na comparação com setembro de 2008.

Mas em outubro do ano passado as importações de bens não-duráveis subiram 35,2% ante outubro de 2006 e 10,3% em relação a setembro do mesmo ano. "Por causa do dólar, está havendo uma cautela maior do importador", avaliou Barral. "A ceia de Natal vai ter menos importados. A crise vai mostrar como há produtos de qualidade produzidos no Brasil."

Do lado das exportações, vários itens da pauta brasileira recuaram em relação a setembro, principalmente por causa da redução do volume exportado. Em alguns casos, a retração é explicada por questões sazonais, como a soja (42%) e o etanol (21,3%).

Mas, em outros, a queda está ligada à redução da demanda e à volatilidade do dólar, como nos setores de caminhões (queda de 11,8%) e celulares (16,9%). "Há receio das empresas que compram do Brasil de fechar contratos de médio prazo com pagamento futuro por causa do dólar. Essas empresas querem renegociar os preços em dólar para compensar a valorização do dólar no Brasil", disse o secretário.

A redução da demanda por produtos brasileiros foi mais sentida nos manufaturados, que tiveram queda de 14,1% ante setembro. O alumínio foi a única commodity da pauta que teve um grande decréscimo de preço (9,3%) em relação a setembro. As vendas de minério de ferro caíram apenas 2% em preço. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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